Questão nº 71

Questão de Direito Processual Civil · FCC DPE-SP 2025 (nº 71)

FCC2025Analista de Defensoria PúblicaDireito Processual Civil
Gabarito: Cver comentário ↓

Rafael compareceu à Defensoria Pública do Estado e afirmou desconhecer um contrato bancário firmado em seu nome. Durante o atendimento, ele alegou que a assinatura aposta no contrato é parecida, mas não é sua. Em eventual demanda judicial que questione a autenticidade da rubrica, de acordo com tese firmada em tema repetitivo pelo Superior Tribunal de Justiça,

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

O ônus da prova é a responsabilidade que cada parte tem de provar suas alegações no processo. Quando a autenticidade de uma assinatura é contestada, a lei e a jurisprudência definem quem deve provar se ela é verdadeira ou falsa.

  • (A) Incorreta: Embora o juiz possa redistribuir o ônus da prova em casos específicos (Art. 373, §1º do CPC), para a autenticidade de assinatura em contrato bancário, há uma regra específica firmada pelo STJ que dispensa essa discricionariedade judicial.
  • (B) Incorreta: Esta é a armadilha mais comum. A regra geral "quem alega, prova" não se aplica aqui. No caso de contestação de assinatura, o Código de Processo Civil (Art. 429, II) e o entendimento do STJ (Tema Repetitivo 1061) estabelecem uma regra específica que inverte essa lógica.
  • (C) Correta: De acordo com o Art. 429, II, do Código de Processo Civil e a tese firmada pelo Superior Tribunal de Justiça no Tema Repetitivo 1061, quando a autenticidade de uma assinatura é impugnada pela parte que a lançou (ou a quem se atribui), o ônus de provar sua autenticidade recai sobre a parte que produziu o documento, que, neste caso, é a instituição financeira.
  • (D) Incorreta: A natureza jurídica da instituição financeira (pública ou privada) não altera a regra de distribuição do ônus da prova quanto à autenticidade da assinatura.
  • (E) Incorreta: Embora o Código de Defesa do Consumidor (CDC) permita a inversão do ônus da prova, a regra para a autenticidade da assinatura em contratos bancários é uma determinação específica do Código de Processo Civil (Art. 429, II) e da jurisprudência do STJ, que se aplica independentemente da presença dos requisitos gerais da inversão do ônus da prova do CDC.

Fonte: FCC DPE-SP 2025 Analista de Defensoria Pública (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.

Continue estudando

Estudar é izi

Pratique milhares de questões como esta, de graça, com explicação e gamificação no Quizinho.

Estudar de graça no Quizinho