Questão nº 5

Questão de Língua Portuguesa · FCC DPE-AM 2019 (nº 5)

FCC2019Assistente Técnico de Defensoria - Especialidade Assistente Técnico AdministrativoLíngua Portuguesa
Gabarito: Bver comentário ↓

Atenção: Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.

Literatura e escola

Na escola, a leitura de textos literários pode se tornar apenas uma tarefa de Português, uma obrigação – e lá se vai, se assim for, o prazer da leitura. O ser humano gosta de pensar que decide o seu destino, e só acredita que poderá ser feliz quando apenas sua vontade estiver no comando. Mas sou obrigado a confessar: algumas vezes fui ler por obrigação, a mando de professor, e acabei encontrando grande prazer na leitura.

Toda a questão está em que haja uma boa combinação de fatores: ler certo texto, em certa idade, com a motivação pessoal de certos interesses. Todos esses “certos” são muito variáveis, mudam de pessoa para pessoa − mas a gente sabe quando a combinação resulta positiva: saímos satisfeitos com a descoberta de um mundo que não conhecíamos, que nem sabíamos ser possível, e que somos capazes de incorporar ao nosso próprio mundo, agora maior que antes.

A experiência da literatura é insubstituível: nenhuma arte nos dá tanto o que pensar e sentir quanto essa que, contando com não mais que palavras, nos leva para todas as histórias, todas as geografias, nos embarca em todas as viagens e sensações. Não importa o avanço da tecnologia e de suas ofertas miraculosas: uma escola não pode deixar de proporcionar ao jovem a oportunidade de encontrar dentro de si a revelação de um mundo que certo livro, em certa idade, por conta de certos motivos, lhe oferece com tal intensidade que lhe deixará o vivo desejo de ler mais, de ler muitos outros mais.


Na forma sublinhada o verbo encontra-se na voz passiva e atende plenamente às normas de concordância em:

Este texto de apoio vale também pra questão nº 1, questão nº 2, questão nº 3, questão nº 4, questão nº 6.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa B

Na voz passiva sintética, o verbo concorda em número com o sujeito paciente (quem sofre a ação), que vem depois do verbo e da partícula "se". Se o "se" for um índice de indeterminação do sujeito (quando não há sujeito paciente expresso, ou o objeto direto é uma oração/infinitivo), o verbo fica no singular.

  • (A) Incorreta: O verbo "julgue" está no singular, mas o sujeito paciente é "aqueles que têm dificuldades naturais na leitura de um texto", que é plural. O correto seria "Não se julguem maus leitores...".
  • (B) Correta: O verbo "Encontram-se" está no plural, concordando corretamente com o sujeito paciente "bons textos", que também está no plural.
  • (C) Incorreta: O verbo "têm confiado" está na voz ativa ("Eles" é o sujeito agente), e não na voz passiva, como pede a questão.
  • (D) Incorreta: A frase está na voz passiva analítica ("Foi lido"), mas o particípio "lido" não concorda em gênero com o núcleo do sujeito paciente "a maioria" (feminino singular). O correto seria "Foi lida muito às pressas...". Armadilha: A "pegadinha" é que "foi" (singular) parece concordar com "a maioria" (singular), mas o particípio "lido" não concorda em gênero com "a maioria" (feminino).
  • (E) Incorreta: Embora haja o "se", ele atua como índice de indeterminação do sujeito porque o que "se sabe" é uma oração ("quantos alunos se disporão a ler esse livro"). Nesses casos, o verbo deve permanecer no singular. O correto seria "Não se sabe ao certo...". Armadilha: A "pegadinha" é ver "quantos alunos" (plural) e pensar que o verbo deve ir para o plural, mas a oração inteira é o objeto direto, e o "se" indetermina o sujeito, exigindo o verbo no singular.

Fonte: FCC DPE-AM 2019 Assistente Técnico de Defensoria - Especialidade Assistente Técnico Administrativo (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.

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