Questão nº 10

Questão de Língua Portuguesa · CESGRANRIO Liquigás PSP 01/2015 (nº 10)

CESGRANRIO2015Comum Nível Médio IVLíngua Portuguesa
Gabarito: Dver comentário ↓

Donos do próprio dinheiro

Quando pensamos em bancos, imaginamos grandes empresas com agências elegantes, equipadas com caixas eletrônicos e funcionários engravatados, muita burocracia e mil procedimentos de segurança. Mas dezenas de pequenas instituições financeiras estão mudando a relação que milhares de brasileiros têm com o próprio dinheiro. São os bancos comunitários, que contam com moeda e sistema de crédito próprios e desenvolvem as economias locais.

Todas as agências são geridas e fiscalizadas pela comunidade. Hoje já existem 104 dessas instituições no país, e elas estão proliferando. De 2006 a 2012, o número de bancos comunitários aumentou dez vezes, de nove para 98 agências. Diferentemente das agências convencionais, essas instituições não consultam o nome do cliente no Serasa ou no Serviço de Proteção ao Crédito antes de abrir uma conta. Consultam a comunidade.

Uma das condições para a criação de um banco comunitário, como o próprio nome já dá a entender, é o envolvimento da comunidade. Isso porque o objetivo final não é o lucro, e sim o desenvolvimento da economia do entorno. Para tanto é criada uma moeda própria, que circula apenas na comunidade. O dinheiro para iniciar os bancos comunitários também vem do local, seja de rifas, seja de vaquinhas ou de eventos de arrecadação de fundos.

Os moradores podem pegar dois tipos de empréstimo: um para produção, como reforma de uma loja ou compra de estoque, em reais, e outro para consumo, compra de alimentos e outros produtos, na moeda do banco.

Dessa forma, artigos como alimentos, roupas, sapatos e até serviços de beleza ou aulas são consumidos na comunidade, nas lojas que aceitam a nova moeda, fazendo com que o dinheiro não deixe a região e sirva para desenvolver a economia local.


A forma verbal destacada está empregada de acordo com a norma-padrão em:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

Conceito-chave: A correlação verbal exige que o tempo e o modo do verbo da oração principal “combinem” com o da oração subordinada. A estrutura “seria + que + verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo” (como pudessem) é uma combinação clássica e correta para expressar hipótese ou desejo.

  • (A) Incorreta: O correto é “fizerem” (futuro do subjuntivo), e não “fazerem”. A forma “fazerem” não existe na norma-padrão para o futuro do subjuntivo do verbo “fazer”.
  • (B) Incorreta: O particípio de “trazer” é “trazido”, e não “trago”. “Trago” é a 1ª pessoa do presente do indicativo (eu trago).
  • (C) Incorreta: Após “quando” com sentido de futuro, exige-se o futuro do subjuntivo (“estiverem”), e não o infinitivo pessoal (“estarem”).
  • (D) Correta: A combinação “seria” (futuro do pretérito do indicativo) + “pudessem” (pretérito imperfeito do subjuntivo) é a correlação padrão para expressar uma condição hipotética ou um desejo irrealizável.
  • (E) Incorreta: A armadilha aqui é a semelhança com a letra A: o correto é “derem” (futuro do subjuntivo de “dar”), e não “darem”. A banca tenta confundir o aluno com a forma de infinitivo.

Fonte: CESGRANRIO Liquigás PSP 01/2015 Conhecimentos Comuns (Nível Médio IV). Reproduzida para fins de estudo.

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