Questão nº 6

Questão de Língua Portuguesa · CESGRANRIO Liquigás PSP 01/2015 (nº 6)

CESGRANRIO2015Comum Nível Médio IVLíngua Portuguesa
Gabarito: Cver comentário ↓

Donos do próprio dinheiro

Quando pensamos em bancos, imaginamos grandes empresas com agências elegantes, equipadas com caixas eletrônicos e funcionários engravatados, muita burocracia e mil procedimentos de segurança. Mas dezenas de pequenas instituições financeiras estão mudando a relação que milhares de brasileiros têm com o próprio dinheiro. São os bancos comunitários, que contam com moeda e sistema de crédito próprios e desenvolvem as economias locais.

Todas as agências são geridas e fiscalizadas pela comunidade. Hoje já existem 104 dessas instituições no país, e elas estão proliferando. De 2006 a 2012, o número de bancos comunitários aumentou dez vezes, de nove para 98 agências. Diferentemente das agências convencionais, essas instituições não consultam o nome do cliente no Serasa ou no Serviço de Proteção ao Crédito antes de abrir uma conta. Consultam a comunidade.

Uma das condições para a criação de um banco comunitário, como o próprio nome já dá a entender, é o envolvimento da comunidade. Isso porque o objetivo final não é o lucro, e sim o desenvolvimento da economia do entorno. Para tanto é criada uma moeda própria, que circula apenas na comunidade. O dinheiro para iniciar os bancos comunitários também vem do local, seja de rifas, seja de vaquinhas ou de eventos de arrecadação de fundos.

Os moradores podem pegar dois tipos de empréstimo: um para produção, como reforma de uma loja ou compra de estoque, em reais, e outro para consumo, compra de alimentos e outros produtos, na moeda do banco.

Dessa forma, artigos como alimentos, roupas, sapatos e até serviços de beleza ou aulas são consumidos na comunidade, nas lojas que aceitam a nova moeda, fazendo com que o dinheiro não deixe a região e sirva para desenvolver a economia local.


A vírgula está empregada de acordo com a língua escrita padrão em

Resposta comentada

Gabarito Alternativa C

Conceito-chave: A vírgula separa elementos de mesma função em uma lista (enumeração) ou marca deslocamentos, mas nunca separa o sujeito do verbo nem o verbo do seu complemento (objeto direto/indireto), nem partes de um termo composto (como "água de luz" ou "casas de alvenaria").

  • (A) Incorreta: A vírgula separa o sujeito "As agências bancárias" do verbo "prestam", o que é proibido; além disso, "agências bancárias" é um termo único, sem pausa interna.
  • (B) Incorreta: A vírgula separa a preposição "de" do substantivo "luz" em "de, luz", quebrando o adjunto adnominal "de luz"; o correto seria "de água, luz e gás" (sem vírgula entre "de" e "luz").
  • (C) Correta: A vírgula separa corretamente os itens de uma enumeração de objetos diretos: "roupas", "alimentos" e "material de construção" — todos com a mesma função sintática, sem quebrar a relação verbo-objeto.
  • (D) Incorreta: A vírgula separa o núcleo "economia" do seu adjunto "doméstica", que deveriam estar unidos ("economia doméstica"); a pausa indevida quebra o termo composto.
  • (E) Incorreta: A vírgula separa o verbo "construir" do seu complemento "casas de alvenaria", criando uma pausa inexistente entre verbo e objeto direto.

Armadilha da banca (distrator mais tentador): A letra B parece correta porque há uma lista ("água, luz e gás"), mas a banca coloca a vírgula entre a preposição "de" e o substantivo "luz" — o aluno que só procura "vírgula em enumeração" cai na pegadinha, pois esquece que a preposição "de" rege o termo inteiro "água, luz e gás", e não pode ser separada do primeiro item.

Fonte: CESGRANRIO Liquigás PSP 01/2015 Conhecimentos Comuns (Nível Médio IV). Reproduzida para fins de estudo.

Continue estudando

Estudar é izi

Pratique milhares de questões como esta, de graça, com explicação e gamificação no Quizinho.

Estudar de graça no Quizinho