Questão nº 7

Questão de Língua Portuguesa · CESGRANRIO Liquigás PSP 01/2015 (nº 7)

CESGRANRIO2015Comum Nível Médio IVLíngua Portuguesa
Gabarito: Aver comentário ↓

Donos do próprio dinheiro

Quando pensamos em bancos, imaginamos grandes empresas com agências elegantes, equipadas com caixas eletrônicos e funcionários engravatados, muita burocracia e mil procedimentos de segurança. Mas dezenas de pequenas instituições financeiras estão mudando a relação que milhares de brasileiros têm com o próprio dinheiro. São os bancos comunitários, que contam com moeda e sistema de crédito próprios e desenvolvem as economias locais.

Todas as agências são geridas e fiscalizadas pela comunidade. Hoje já existem 104 dessas instituições no país, e elas estão proliferando. De 2006 a 2012, o número de bancos comunitários aumentou dez vezes, de nove para 98 agências. Diferentemente das agências convencionais, essas instituições não consultam o nome do cliente no Serasa ou no Serviço de Proteção ao Crédito antes de abrir uma conta. Consultam a comunidade.

Uma das condições para a criação de um banco comunitário, como o próprio nome já dá a entender, é o envolvimento da comunidade. Isso porque o objetivo final não é o lucro, e sim o desenvolvimento da economia do entorno. Para tanto é criada uma moeda própria, que circula apenas na comunidade. O dinheiro para iniciar os bancos comunitários também vem do local, seja de rifas, seja de vaquinhas ou de eventos de arrecadação de fundos.

Os moradores podem pegar dois tipos de empréstimo: um para produção, como reforma de uma loja ou compra de estoque, em reais, e outro para consumo, compra de alimentos e outros produtos, na moeda do banco.

Dessa forma, artigos como alimentos, roupas, sapatos e até serviços de beleza ou aulas são consumidos na comunidade, nas lojas que aceitam a nova moeda, fazendo com que o dinheiro não deixe a região e sirva para desenvolver a economia local.


O par de palavras grafadas corretamente é

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

Conceito-chave: A ortografia oficial do português segue regras fixas para o uso de X e CH. A regra prática mais útil é: depois de EN e IN, usa-se X (ex.: enxada, enxugar), e palavras de origem africana ou indígena também tendem a usar X (ex.: xícara, xuxu). Já o CH é usado em palavras de origem latina, grega ou árabe (ex.: chave, chifre). Não existe regra para tudo, então o segredo é memorizar as exceções e os padrões mais comuns.

  • (A) Correta: "Chaminé" e "xícara" estão grafadas corretamente. "Chaminé" vem do latim camminus (CH), e "xícara" vem do árabe sikara (X). Nenhuma regra específica, mas são grafias consagradas e corretas.
  • (B) Incorreta: "Xipanzé" está errado; o correto é "chimpanzé" (com CH, de origem bantu). "Chave" está correta, mas a dupla invalida a alternativa.
  • (C) Incorreta: "Enxente" está errado; o correto é "enchente" (com CH, pois não é depois de EN + som de X, é um caso de exceção). "Chale" está errado; o correto é "xale" (com X, de origem persa/árabe).
  • (D) Incorreta: "Enxada" está correta (depois de EN, usa-se X), mas "xuxu" está errado; o correto é "chuchu" (com CH, de origem tupi). A dupla invalida.
  • (E) Incorreta: "Fachina" está errado; o correto é "faxina" (com X, do italiano facchina, mas a grafia aportuguesada usa X). "Chifre" está correta (do latim cyfrum), mas a dupla invalida.

Armadilha da banca: A alternativa (D) é a mais tentadora porque "enxada" e "xuxu" parecem seguir a regra do "X" (en + x, e som de "x" em "xuxu"). Mas a banca cobra a exceção: "chuchu" é com CH, não com X. Quem decora só a regra do "en" e do som, cai nela. A letra (A) é a única com as duas palavras 100% corretas, sem depender de exceção.

Fonte: CESGRANRIO Liquigás PSP 01/2015 Conhecimentos Comuns (Nível Médio IV). Reproduzida para fins de estudo.

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