Questão nº 5

Questão de Língua Portuguesa · CEBRASPE TCE MS 2025 SERVIDOR (nº 5)

CEBRASPE2025Analista de Controle Externo - Área: DireitoLíngua Portuguesa
Gabarito: Aver comentário ↓

Heranças do sistema lusitano, forjado sob profunda influência do direito romano-canônico, o demasiado formalismo e a linguagem empolada do Poder Judiciário brasileiro começam a dar sinais de que podem rumar ao passado.

Em 2023, o Conselho Nacional de Justiça lançou o Pacto do Judiciário pela Linguagem Simples, que já conta com a adesão da maioria dos tribunais do país. Um dos esforços desse pacto é a criação de um modelo padrão para as ementas: o resumo do que foi decidido nas cortes deve preconizar uma estrutura objetiva que facilite a compreensão tanto da comunidade jurídica e das partes como da população em geral.

Difundir versões sintéticas, menos rebuscadas, é imperioso para que o cidadão comum tome conhecimento dos impactos de determinada decisão em seu cotidiano, além de servir de estímulo para que busque seus direitos.

O famigerado juridiquês não se resolve somente com mudanças de vocabulário. Especialistas reforçam a importância da padronização dos métodos nos tribunais (o que ainda não se vê), hierarquização e estruturação de frases e parágrafos e, sobretudo, organização visual que favoreça a absorção das informações.

Internet: <www1.folha.uol.com.br> (com adaptações).


Assinale a opção correta em relação ao primeiro parágrafo do texto CG1A1-I.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

Conceito-chave: Na regência verbal, alguns verbos exigem preposição para ligar-se ao seu complemento. Suprimir essa preposição pode manter a frase "soando" gramatical, mas muda a função sintática do termo seguinte e, com isso, o sentido original da oração.

  • (A) Correta: A supressão da preposição "de" transforma "que podem rumar ao passado" em uma oração subordinada substantiva subjetiva (sujeito de "dar sinais"), enquanto no original, com "de", ela é uma oração subordinada substantiva completiva nominal (complemento do nome "sinais"). Isso altera a estrutura sintática e o sentido, pois deixa de indicar "sinais de que algo acontece" para indicar "sinais que (os próprios sinais) acontecem".
  • (B) Incorreta: "Ao passado" é adjunto adverbial de lugar (direção, meta), não de tempo. A ideia é de movimento rumo a um ponto (o passado), não de tempo decorrido.
  • (C) Incorreta: Deslocar "profunda" para depois de "influência" ("influência profunda") mantém o sentido original e a correção gramatical, apenas altera a ênfase estilística, sem prejuízo semântico.
  • (D) Incorreta: "Forjado" é um particípio verbal (forma nominal do verbo forjar), funcionando como adjetivo que caracteriza "sistema lusitano", e não como advérbio de modo.
  • (E) Incorreta: "Demasiado" é um advérbio de intensidade, modificando o adjetivo "formalismo". O artigo "o" antecede o substantivo composto "formalismo e a linguagem", não o advérbio. A armadilha da banca é levar o aluno a achar que "demasiado" é adjetivo/substantivo por estar após artigo, mas ele permanece invariável (advérbio) mesmo no plural ("os demasiados formalismos" seria incorreto).

Fonte: CEBRASPE TCE MS 2025 SERVIDOR Analista de Controle Externo - Área: Direito. Reproduzida para fins de estudo.

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