Questão nº 69

Questão de Arquitetura e Urbanismo · FGV TRF1 2024 (nº 69)

FGV2024Analista Judiciário - ArquiteturaArquitetura e Urbanismo
Gabarito: Ever comentário ↓

No retorno à sua cidade natal, após anos de ausência, o arquiteto se defrontou com a implantação de um parque urbano contemporâneo, figura urbana em consolidação e expansão nas cidades brasileiras, no século XXI.

No que se refere a seus aspectos morfológicos, esse tipo de parque:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa E

Parques urbanos contemporâneos são grandes áreas verdes dentro da cidade, projetadas para oferecer lazer, contato com a natureza e serviços ambientais, buscando integrar-se e, por vezes, reestruturar o tecido urbano existente.

(A) Incorreta: Parques contemporâneos são geralmente multifuncionais, oferecendo diversas atividades (recreação, cultura, esporte, conservação) e visam a utilização ampla por toda a cidade, não apenas pela vizinhança.
(B) Incorreta: Embora grandes parques possam criar barreiras, a afirmação de que "não pode se situar na periferia da cidade como bordas urbanas ou orlas marinhas e fluviais" é falsa. Muitos parques contemporâneos são implantados justamente nessas áreas, aproveitando ou requalificando-as.
(C) Incorreta: Parques contemporâneos, especialmente os de grande porte, podem atingir grandes extensões, sendo intervenções significativas na paisagem urbana, e não se limitam a "dimensões médias".
(D) Incorreta: Embora a conservação de recursos naturais seja uma função importante de muitos parques, especialmente os ecológicos, é falso que o uso para atividades recreativas seja vetado. A maioria dos parques busca equilibrar conservação e recreação, permitindo atividades compatíveis. (Armadilha da banca: O distrator mais tentador é este, pois a conservação é uma função real de parques, mas a proibição total de recreação é um exagero que o torna incorreto.)
(E) Correta: A implantação de um parque urbano de grande porte, especialmente em áreas consolidadas ou como um novo elemento estruturador, frequentemente interrompe e recorta a malha viária existente. Isso pode resultar em vias que terminam no parque, desvios obrigatórios e uma minimização das possibilidades de articulação direta entre diferentes partes da cidade que ficam separadas pelo parque, exigindo percursos mais longos ou indiretos.

Fonte: FGV TRF1 2024 Analista Judiciário - Arquitetura (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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