Questão nº 14
Questão de Língua Portuguesa · FGV TJSC 2018 (nº 14)
Texto 2:
Inteligência e sabedoria não são a mesma coisa. Entretanto, na linguagem cotidiana, usamos os dois termos indistintamente. Vivemos em uma sociedade onde a eficiência e os resultados são valorizados. Aparentemente, apenas os mais inteligentes estão destinados a obter sucesso. No entanto, apenas os sábios conseguem uma felicidade autêntica. Eles são guiados por valores e preocupados em fazer uso da bondade, aplicando uma visão mais otimista à vida.
Se procurarmos agora no dicionário o termo sabedoria, será encontrada uma definição simples: a faculdade das pessoas de agir de maneira sensata, prudente ou correta. Sendo assim, a primeira pergunta que vem à mente é: a inteligência não nos dá a capacidade de nos movimentarmos no nosso dia a dia da mesma maneira? Um QI médio ou alto não nos garante a capacidade de tomar decisões acertadas?
É claro que sim. Também é claro que quando falamos de inteligência surgem diferentes nuances. Por isso, o tipo de personalidade e a maturidade emocional são fatores que influenciam mais concretamente as realizações das pessoas. Isso também é verdadeiro em relação à capacidade de investir mais ou menos em seu próprio bem-estar e no dos outros.
Em vista disso, inteligência e sabedoria são dois conceitos interessantes. Assim, poderemos ter uma ideia mais precisa e útil do que realmente são. Afinal, se queremos algo, além de ter um alto QI, é necessário desenvolver uma sabedoria excepcional e moldar uma personalidade virtuosa. Isso vai um passo além do cognitivo e do emocional.
“A verdadeira sabedoria está em reconhecer a própria ignorância.” Sócrates.Disponível em https:amentemaravilhosa.com.br/inteligencia-e-sabedoria/
“Afinal, se queremos algo, além de ter um alto QI, é necessário desenvolver uma sabedoria excepcional”.
A forma adequada de uma oração desenvolvida correspondente à oração reduzida sublinhada (texto 2) é:
- Ao desenvolvimento de uma sabedoria excepcional;
- Bque desenvolvemos uma sabedoria excepcional;
- Cque desenvolvêssemos uma sabedoria excepcional;
- Ddesenvolvermos uma sabedoria excepcional;
- Eque desenvolvamos uma sabedoria excepcional. (alternativa correta)
Resposta comentada
Gabarito Alternativa E
Oração reduzida é aquela que usa o verbo numa forma nominal (infinitivo, gerúndio ou particípio) e não tem conjunção. Para transformá-la em oração desenvolvida, precisamos colocar o verbo no modo indicativo ou subjuntivo e, geralmente, introduzir uma conjunção. Aqui, "desenvolver" está no infinitivo, e a ideia é de uma necessidade futura, então o correto é usar o presente do subjuntivo com a conjunção "que".
- (A) Incorreta: "o desenvolvimento" é uma frase nominal, não uma oração (não tem verbo), então não pode ser uma oração desenvolvida.
- (B) Incorreta: "que desenvolvemos" está no presente do indicativo, o que daria ideia de certeza ou fato, mas o contexto pede uma possibilidade/necessidade, que exige o subjuntivo.
- (C) Incorreta: "que desenvolvêssemos" está no pretérito imperfeito do subjuntivo, indicando um fato passado ou hipotético, mas a frase original fala de uma ação presente/futura, então o tempo verbal não bate.
- (D) Incorreta: "desenvolvermos" ainda é uma forma de infinitivo pessoal, ou seja, continua sendo uma oração reduzida, não desenvolvida.
- (E) Correta: "que desenvolvamos" é uma oração desenvolvida com a conjunção "que" e o verbo no presente do subjuntivo, mantendo o sentido de necessidade e o mesmo tempo da oração original. A pegadinha da banca aqui é tentar confundir com a letra (D), que parece correta mas só troca a terminação do infinitivo, sem criar uma oração desenvolvida de verdade.
Fonte: FGV TJSC 2018 Conhecimentos Comuns (Superior (Raciocínio Lógico)) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.