Questão nº 1
Questão de Língua Portuguesa · FGV TJDFT 2022 (nº 1)
“Justiça é consciência, não uma consciência pessoal, mas a consciência de toda a humanidade. Aqueles que reconhecem claramente a voz de suas próprias consciências normalmente reconhecem também a voz da justiça.”
A afirmação que está de acordo com a estruturação e a significação desse pensamento é:
- Aa conjunção “mas” mostra uma oposição entre “consciência” e “consciência de toda a humanidade”;
- Bao dizer que justiça é a consciência de toda a humanidade, o autor mostra uma marca da justiça: a imparcialidade;
- Co segmento “não uma consciência pessoal” corrige o erro do emprego do termo “consciência” no trecho anterior;
- Do segundo período amplia a informação do texto, uma espécie de consequência da afirmação anterior; (alternativa correta)
- Eo termo “normalmente” indica que o processo de reconhecimento ocorre de forma particular em cada cidadão.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
Conceito-chave: A questão testa se você percebe a relação lógica entre as orações, não o significado isolado das palavras. O primeiro período define o que é justiça; o segundo período mostra o efeito prático dessa definição (quem tem consciência clara, reconhece a justiça). É uma relação de consequência/ampliação, não de oposição ou correção.
- (A) Incorreta: A conjunção “mas” aqui não opõe “consciência” e “consciência de toda a humanidade”; ela exclui um sentido (pessoal) e substitui por outro (coletivo). A oposição seria entre ideias contrárias, o que não ocorre — há uma retificação.
- (B) Incorreta: A imparcialidade até pode ser associada à justiça, mas o texto não menciona esse conceito. A banca quer que você se apegue à estruturação do pensamento, não a inferências externas.
- (C) Incorreta: O trecho “não uma consciência pessoal” não corrige erro do termo anterior; ele precisa o sentido, mostrando que “consciência” foi usada de forma genérica e agora é especificada como coletiva. Não há erro a corrigir.
- (D) Correta: O segundo período (“Aqueles que reconhecem...”) amplia a definição inicial, mostrando uma consequência prática: se a justiça é consciência coletiva, então quem ouve a própria consciência (bem formada) ouve a justiça. É uma expansão lógica da ideia anterior.
- (E) Incorreta: O advérbio “normalmente” indica frequência (na maioria dos casos), não “de forma particular”. A armadilha aqui é trocar o valor semântico do advérbio (frequência) por outro (modo). O texto diz que o reconhecimento é comum àqueles que têm consciência clara, não que é individual.
Fonte: FGV TJDFT 2022 Conhecimentos Comuns (ADM-9 TJDFT) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.