Questão nº 30
Questão de Língua Portuguesa · FGV MPRJ 2019 (nº 30)
Em todas as palavras abaixo há elementos formais sublinhados que são de enorme uso em nossa língua; o valor semântico desses elementos está corretamente exemplificado em:
- Alugar: vindouro e duradouro;
- Bdoença: tuberculose e celulose;
- Cgolpe: cacetada e molecada;
- Dpossibilidade: manipulável e nomeável; (alternativa correta)
- Eatividade: jornalismo e raquitismo.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
O que importa aqui é o valor semântico do sufixo, ou seja, o sentido que ele acrescenta à palavra. O sufixo -vel (ou -ável/-ível) indica possibilidade (“que pode ser...”), como em “manipulável” (que pode ser manipulado) e “nomeável” (que pode ser nomeado). As demais alternativas trocam o sentido real do sufixo por outro, criando a pegadinha.
- (A) Incorreta: O sufixo -douro indica lugar ou instrumento (ex.: “lavadouro” = lugar onde se lava), mas “vin-douro” e “dura-douro” não são palavras da língua; a banca inventou formas para confundir.
- (B) Incorreta: O sufixo -ose indica doença (ex.: “tuberculose”), mas “celulose” é um carboidrato (polissacarídeo), não uma doença — a banca usa a semelhança gráfica para enganar.
- (C) Incorreta: O sufixo -ada pode indicar golpe (ex.: “cacetada”), mas em “molecada” indica coletivo (conjunto de moleques), não golpe. A pegadinha está em achar que todo “-ada” tem o mesmo sentido.
- (D) Correta: O sufixo -vel (variante -ável/-ível) expressa possibilidade: “manipulável” = que pode ser manipulado; “nomeável” = que pode ser nomeado. É exatamente o valor semântico pedido.
- (E) Incorreta: O sufixo -ismo indica atividade, doutrina ou prática (ex.: “jornalismo” = atividade de jornalista), mas “raquitismo” é uma doença (deficiência de vitamina D), não uma atividade — a banca força um sentido que não existe no contexto.
Fonte: FGV MPRJ 2019 Conhecimentos Comuns (Nível Médio MPRJ 2019) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.