Questão nº 68
Questão de Economia · FGV MPMS 2012 (nº 68)
No fim da década de 70, iniciou-se um período de crise cambial, deflagrada pelo segundo choque do petróleo. Em 1980, o governo buscou superávits, o que se intensificou em 1982, sob a supervisão do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Para atingir tal objetivo, o governo deveria
- Aexpandir a demanda interna a fim de financiar a dívida externa.
- Bconter os gastos públicos para diminuir o déficit público. (alternativa correta)
- Creduzir o desemprego elevando a demanda por mão-de-obra e os salários reais.
- Dreduzir a taxa de juros interna e ampliar as linhas de crédito.
- Evalorizar o câmbio a fim de baratear a matéria prima importada.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
Para sair de uma crise de dívida externa e restaurar a confiança, o governo precisa mostrar que pode pagar suas contas. Um superávit (fiscal) significa que o governo arrecada mais do que gasta, gerando recursos para honrar seus compromissos.
(A) Incorreta: Expandir a demanda interna geralmente implica em mais gastos públicos ou menos impostos, o que aumentaria o déficit e dificultaria o financiamento da dívida, indo contra o objetivo de superávit.
(B) Correta: Conter os gastos públicos (cortar despesas) é a medida mais direta para diminuir o déficit público (quando o governo gasta mais do que arrecada) e, idealmente, transformá-lo em superávit, o que era uma exigência comum do FMI para países em crise de dívida.
(C) Incorreta: Reduzir o desemprego e elevar salários são objetivos sociais, mas não são as medidas primárias para gerar superávit fiscal em uma crise; muitas vezes, políticas de austeridade (para gerar superávit) podem ter o efeito contrário no curto prazo.
(D) Incorreta: Reduzir a taxa de juros e ampliar crédito são medidas expansionistas que podem estimular a demanda, mas também podem aumentar a inflação e a pressão sobre o câmbio, dificultando o controle fiscal e a obtenção de superávits em um cenário de crise.
(E) Incorreta: Valorizar o câmbio (tornar a moeda nacional mais forte) barateia importações, mas encarece exportações, piorando a balança comercial e a capacidade do país de gerar divisas estrangeiras para pagar a dívida externa. Em crises cambiais, a tendência é a desvalorização para estimular exportações.
Fonte: FGV MPMS 2012 Analista - Economia. Reproduzida para fins de estudo.