Questão nº 52
Questão de Engenharia Florestal · FGV MP-BA 2017 (nº 52)
FGV2017Analista Técnico - Meio Ambiente/Engenharia FlorestalEngenharia Florestal
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Um forte motivo para a talhadia não estar sendo utilizada pelas empresas produtoras de polpa celulósica, como a usavam no passado, é a:
- Adisponibilidade de novos materiais genéticos de alta qualidade no mercado; (alternativa correta)
- Bincapacidade dos viveiros florestais de ofertarem mudas melhoradas;
- Cmortalidade excessiva das mudas que são levadas para o campo;
- Dimpossibilidade de se conduzirem as brotações após o primeiro corte raso;
- Efalta de interesse e migração das grandes empresas para outras regiões do País.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
O regime de talhadia (ou coppicing) é uma prática silvicultural onde, após o corte das árvores, a floresta se regenera a partir de brotações dos tocos (da base do tronco e raízes), sem a necessidade de plantar novas mudas.
- (A) Correta: A disponibilidade de novos materiais genéticos de alta qualidade no mercado permitiu que as empresas obtivessem ganhos de produtividade e qualidade da madeira muito superiores aos alcançados com a talhadia. Plantar mudas geneticamente melhoradas garante maior uniformidade, crescimento mais rápido, maior resistência a pragas e doenças, e características da fibra mais adequadas para a produção de celulose, superando as vantagens da regeneração por brotação de tocos de material genético mais antigo.
- (B) Incorreta: Pelo contrário, os viveiros florestais modernos têm grande capacidade de produzir e ofertar mudas melhoradas em larga escala, o que viabiliza a substituição da talhadia pelo plantio.
- (C) Incorreta: A mortalidade de mudas no campo é um desafio gerenciável e as técnicas de plantio e preparo de solo evoluíram para minimizá-la. Não é o principal motivo para a mudança do regime de talhadia.
- (D) Incorreta: Esta é a principal armadilha. A talhadia consiste em conduzir as brotações. Não há uma "impossibilidade" técnica de conduzi-las. O problema é que a qualidade e o desempenho das brotações de tocos antigos (geralmente de material genético menos produtivo) não se comparam mais com o potencial das mudas de novo material genético (alternativa A). A questão não é a inviabilidade da técnica em si, mas a sua inferioridade econômica e produtiva frente às novas tecnologias.
- (E) Incorreta: Embora empresas possam migrar por diversos motivos, a "falta de interesse" não é uma razão técnica ou silvicultural para abandonar um regime de manejo. A mudança se deve a fatores de produtividade e tecnologia.
Fonte: FGV MP-BA 2017 Analista Técnico - Meio Ambiente/Engenharia Florestal (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.