Questão nº 66

Questão de Segurança da Informação · FGV DPGE-RJ 2014 (nº 66)

FGV2014Técnico Superior Especializado em Segurança da InformaçãoSegurança da Informação
Gabarito: Aver comentário ↓

Ao se utilizar NAT na rede, um problema que surge para a equipe de segurança é

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

O NAT (Network Address Translation), ou Tradução de Endereços de Rede, permite que múltiplos dispositivos em uma rede privada (com IPs internos, não roteáveis na internet) compartilhem um único endereço IP público para acessar a internet, economizando IPs públicos e adicionando uma camada básica de segurança ao "esconder" os IPs internos.

(A) Correta: A dificuldade de identificar imediatamente o host agressor na rede interna, em caso de reclamações de hosts externos que foram atacados, é um problema real. Como todos os hosts internos compartilham o mesmo IP público ao sair, se um host externo reporta um ataque vindo do seu IP público, é preciso analisar os logs do dispositivo NAT (se existirem e forem detalhados o suficiente) para rastrear qual IP interno foi o responsável pela comunicação maliciosa. Essa rastreabilidade é dificultada pela abstração de endereços que o NAT proporciona.
(B) Incorreta: Embora o NAT adicione um pequeno overhead de processamento para a tradução de endereços, em equipamentos modernos e bem dimensionados, essa degradação é geralmente insignificante e não leva a uma "séria degradação" ou "indisponibilidade" da rede.
(C) Incorreta: O NAT opera na camada de rede (Camada 3) e lida com a tradução de endereços IP. O sniffing (captura de pacotes) é uma técnica de interceptação de dados que ocorre na camada física ou de enlace. O NAT não torna os pacotes mais ou menos suscetíveis a sniffing; a proteção contra sniffing depende de criptografia (como HTTPS, VPNs), não da presença ou ausência de NAT.
(D) Incorreta: O NAT, especialmente o PAT (Port Address Translation), atua como uma barreira de segurança por padrão, pois não permite que conexões iniciadas externamente cheguem aos hosts internos sem uma configuração explícita (como o redirecionamento de portas). Longe de "permitir mais facilmente a entrada de pacotes maliciosos", ele dificulta isso. O uso de um host como proxy é uma configuração à parte, não uma vulnerabilidade inerente ou função do NAT. Armadilha da banca: Esta alternativa tenta confundir o aluno ao sugerir que o NAT abre portas, quando na verdade ele as fecha por padrão para tráfego de entrada não solicitado.
(E) Incorreta: O uso de NAT não impede a utilização de um IDS (Intrusion Detection System). Um IDS pode ser posicionado tanto na rede externa (antes do NAT) para monitorar o tráfego público, quanto na rede interna (depois do NAT) para monitorar o tráfego entre os hosts internos. O NAT apenas altera os endereços IP que o IDS interno verá (privados em vez de públicos), mas não o impede de funcionar.

Fonte: FGV DPGE-RJ 2014 Técnico Superior Especializado em Segurança da Informação (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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