Questão nº 64
Questão de Segurança da Informação · FGV DPGE-RJ 2014 (nº 64)
Uma forma possível de ataque em redes sem fio é aquela baseada na
- Aincompatibilidade entre os modos 802.11b e 802.11g.
- Bfalta de um suporte completo a IPV6 nesse ambiente.
- Cimpossibilidade de um firewall filtrar os pacotes oriundos do ponto de acesso.
- Dfragilidade inata de quebra de senhas do protocolo WPA2.
- Efragilidade criptográfica do protocolo WEP. (alternativa correta)
Resposta comentada
Gabarito Alternativa E
Redes sem fio (Wi-Fi) transmitem dados pelo ar, tornando-os vulneráveis a interceptação e ataques se não forem protegidos por criptografia (embaralhamento de dados) e autenticação (verificação de identidade). A segurança desses protocolos é crucial para evitar que invasores acessem a rede ou roubem informações.
(A) Incorreta: A incompatibilidade entre padrões 802.11b e 802.11g é uma questão de desempenho ou compatibilidade de hardware, não uma forma de ataque ou vulnerabilidade de segurança explorável por um invasor.
(B) Incorreta: A falta de suporte completo a IPv6 (a versão mais recente do Protocolo de Internet) pode ser uma limitação tecnológica, mas não constitui uma forma de ataque em redes sem fio. Ataques exploram falhas em protocolos existentes, não a ausência de um.
(C) Incorreta: Firewalls são projetados para filtrar pacotes de rede, e eles são perfeitamente capazes de filtrar o tráfego que passa por um ponto de acesso sem fio. A afirmação de que seria impossível é falsa.
(D) Incorreta: Armadilha da banca: Embora nenhuma segurança seja 100% infalível e senhas fracas sejam sempre um risco, o protocolo WPA2 é considerado criptograficamente robusto. A "fragilidade inata de quebra de senhas" não é uma característica definidora do WPA2 em si, mas sim um problema de senhas mal escolhidas pelos usuários ou vulnerabilidades específicas (como o ataque KRACK, que não é uma quebra de senha no sentido tradicional de descobrir a PSK facilmente). Comparado ao WEP, o WPA2 é significativamente mais seguro.
(E) Correta: O protocolo WEP (Wired Equivalent Privacy) possuía falhas criptográficas severas e bem documentadas, como o uso de um vetor de inicialização (IV) curto e estático. Isso permitia que atacantes coletassem um número suficiente de pacotes e, com ferramentas relativamente simples, quebrassem a chave WEP em poucos minutos, obtendo acesso não autorizado à rede.
Fonte: FGV DPGE-RJ 2014 Técnico Superior Especializado em Segurança da Informação (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.