Questão nº 25
Questão de Economia do Setor Público · FGV CGE-SC 2022 (nº 25)
FGV2022Auditor do Estado - EconomiaEconomia do Setor Público
Gabarito: Ever comentário ↓
Em sua função alocativa, o governo não deve
- Adeterminar os tipos e as quantidades de bens públicos a serem providos para a sociedade.
- Bdefinir o valor de contribuição de cada cidadão para financiar os serviços públicos.
- Cprover os serviços públicos que foram escolhidos pela sociedade indiretamente por meio da escolha dos governantes via sistema eleitoral.
- Dinvestir em infraestrutura, por gerar benefícios sociais e externalidades positivas para toda sociedade.
- Econceder subsídios tributários via deduções da base de cálculo do imposto sobre a renda. (alternativa correta)
Resposta comentada
Gabarito Alternativa E
A função alocativa do governo é quando o Estado intervém na economia para corrigir falhas de mercado, garantindo que os recursos sejam usados de forma eficiente para produzir os bens e serviços que a sociedade realmente precisa, especialmente aqueles que o mercado não oferece adequadamente (como bens públicos e correção de externalidades).
- (A) Incorreta: Determinar os tipos e quantidades de bens públicos é a essência da função alocativa, pois o mercado falha em prover esses bens eficientemente.
- (B) Incorreta: Para prover bens e serviços públicos (função alocativa), o governo precisa financiá-los. Definir como os cidadãos contribuirão (via impostos) é uma etapa necessária para viabilizar a alocação de recursos.
- (C) Incorreta: Prover serviços públicos é uma das principais ações da função alocativa, e a escolha desses serviços pela sociedade via processo democrático é o mecanismo legítimo para sua identificação.
- (D) Incorreta: Investir em infraestrutura é um exemplo clássico da função alocativa, pois gera externalidades positivas e benefícios sociais que o mercado, por si só, não proveria em quantidade e qualidade ótimas.
- (E) Correta: A concessão de subsídios tributários via deduções da base de cálculo do imposto sobre a renda é uma ferramenta de política fiscal que se enquadra mais diretamente nas funções distributiva (redistribuir renda, favorecer certas atividades ou grupos) ou estabilizadora (estimular a economia). Embora possa ter efeitos indiretos na alocação de recursos, não é uma ação primária e direta da função alocativa, que foca na correção de falhas de mercado através da provisão direta de bens públicos ou regulação. A armadilha é que subsídios podem influenciar a alocação, mas a natureza de "deduções da base de cálculo do imposto sobre a renda" a associa mais fortemente à tributação e, consequentemente, às funções distributiva ou estabilizadora.
Fonte: FGV CGE-SC 2022 Auditor do Estado - Economia (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.