Questão nº 37

Questão de Contabilidade Aplicada ao Setor Público · FCC TRT2 2025 (nº 37)

FCC2025Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade ContabilidadeContabilidade Aplicada ao Setor Público
Gabarito: Ever comentário ↓

Atenção: Considere as determinações do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público e as seguintes informações sobre bens móveis de uma entidade pública para responder às questões de números 34 a 37.

05/12/2019: empenho de despesa pelo valor total de R$ 127.000,00 para a aquisição dos bens móveis.

19/12/2019: recebimento integral dos bens móveis pela entidade pública e registro do crédito empenhado em liquidação pelo valor total empenhado em 05/12/2019.

09/01/2020: liquidação da despesa pelo valor total empenhado em 05/12/2019.

01/04/2020: os bens móveis foram colocados no local e em condição de funcionamento, na forma pretendida pela administração da entidade pública. Nesta data, a vida útil e o valor residual foram estimados, respectivamente, em 8 anos e R$ 43.000,00.

01/06/2020: pagamento da despesa pelo valor total empenhado em 05/12/2019.

31/12/2024: após o reconhecimento da depreciação referente ao exercício financeiro de 2024, efetuou-se o primeiro teste de redução ao valor recuperável dos bens móveis e se constatou que o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso dos bens móveis eram, respectivamente, R$ 75.000,00 e R$ 79.500,00.


Quanto às demonstrações contábeis da entidade pública, o valor total de R$ 127.000,00 deve integrar o saldo exposto como

Este texto de apoio vale também pra questão nº 34, questão nº 35, questão nº 36.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa E

O conceito-chave aqui é entender como as transações do setor público são registradas e apresentadas nas diferentes demonstrações contábeis, especialmente o Balanço Financeiro, que mostra os fluxos de caixa orçamentários e extraorçamentários. Uma despesa orçamentária é o valor empenhado e/ou liquidado dentro do exercício, enquanto recebimentos extraorçamentários são entradas de recursos que não compõem o orçamento, como a inscrição de Restos a Pagar (obrigações que a entidade tem, mas que não foram pagas no ano).

  • (A) Incorreta: O Fluxo de Caixa de Investimento registra pagamentos e recebimentos de caixa relacionados a investimentos. O pagamento da despesa ocorreu apenas em 01/06/2020, portanto, não haveria fluxo de caixa em 2019.
  • (B) Incorreta: Embora os bens móveis (Ativo Não Circulante, anteriormente Ativo Permanente) e a obrigação de pagamento (Passivo) devessem ser reconhecidos no Balanço Patrimonial de 31/12/2019, a alternativa E descreve uma integração mais específica e correta para o Balanço Financeiro no contexto de despesas orçamentárias e extraorçamentárias. A armadilha aqui é que o Balanço Patrimonial realmente mostraria o ativo e o passivo, mas a questão busca uma integração que abranja a natureza orçamentária e financeira da transação no ano de 2019, que é o foco da alternativa E.
  • (C) Incorreta: A Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP) registra as variações qualitativas e quantitativas do patrimônio líquido. A aquisição de um ativo por R$ 127.000,00, por si só, não gera uma variação patrimonial quantitativa no momento da aquisição, pois é uma troca de ativos (caixa por bens, ou passivo por bens). A depreciação, sim, geraria uma variação, mas ela só começa em 2020 e não é o valor total de R$ 127.000,00.
  • (D) Incorreta: O Balanço Orçamentário registra a execução do orçamento. A despesa de capital foi paga em 01/06/2020. Portanto, ela seria registrada como "Despesa de Capital Paga" no Balanço Orçamentário referente ao exercício financeiro de 2020, não de 2019.
  • (E) Correta: No Balanço Financeiro de 2019, o valor de R$ 127.000,00 deve integrar a Despesa Orçamentária porque o empenho ocorreu em 05/12/2019. Além disso, como os bens foram recebidos em 19/12/2019, mas o pagamento só ocorreria em 2020, a obrigação de pagar (Restos a Pagar) é inscrita em 2019. A inscrição de Restos a Pagar é classificada como Recebimentos Extraorçamentários no Balanço Financeiro do ano em que a despesa foi empenhada e/ou liquidada, mas não paga, pois representa uma entrada de recursos (não caixa, mas uma obrigação que será paga no futuro) que financia a despesa do exercício.

Fonte: FCC TRT2 2025 Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade Contabilidade (Caderno Tipo 004). Reproduzida para fins de estudo.

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