Questão nº 25
Questão de Contabilidade · FCC TRT2 2025 (nº 25)
Um ativo intangível foi adquirido em 30/06/2022 por R$ 3.000.000 e tinha vida útil definida em 20 anos. Em 31/12/2023 a empresa realizou o teste de redução ao valor recuperável (teste de "impairment") com as seguintes informações disponíveis:
- Valor em uso: R$ 2.800.000
- Valor justo líquido de despesas de venda: R$ 2.100.000
Sabendo que a empresa utiliza o método das cotas constantes para cálculo da amortização, o saldo contábil do ativo intangível evidenciado pela empresa, no Balanço Patrimonial de 31/12/2023, deveria ser, em reais,
- A2.100.000.
- B2.775.000. (alternativa correta)
- C3.000.000.
- D2.700.000.
- E2.800.000.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
O teste de redução ao valor recuperável (ou impairment) verifica se o valor contábil de um ativo é maior do que o valor que a empresa espera recuperar dele no futuro, seja pelo uso ou pela venda. Se o valor contábil for maior, o ativo deve ser ajustado para baixo, reconhecendo uma perda por impairment.
- (A) Incorreta: Este valor (R$ 2.100.000) é o valor justo líquido de despesas de venda, uma das métricas para calcular o valor recuperável. No entanto, o valor recuperável é o maior entre o valor em uso e o valor justo líquido de despesas de venda. Além disso, mesmo que fosse o valor recuperável, o ativo só seria ajustado para este valor se o seu valor contábil fosse superior a ele, o que não é o caso aqui.
- (B) Correta: Primeiro, calcula-se a amortização acumulada até 31/12/2023. A amortização anual é R$ 3.000.000 / 20 anos = R$ 150.000. Em 2022 (30/06 a 31/12), foram 6 meses de amortização: R$ 150.000 * (6/12) = R$ 75.000. Em 2023, foi um ano completo: R$ 150.000. A amortização acumulada total é R$ 75.000 + R$ 150.000 = R$ 225.000. O valor contábil antes do impairment é R$ 3.000.000 - R$ 225.000 = R$ 2.775.000. Em seguida, calcula-se o valor recuperável, que é o maior entre o valor em uso (R$ 2.800.000) e o valor justo líquido de despesas de venda (R$ 2.100.000), resultando em R$ 2.800.000. Como o valor contábil (R$ 2.775.000) é menor que o valor recuperável (R$ 2.800.000), não há perda por impairment. Portanto, o saldo contábil permanece R$ 2.775.000.
- (C) Incorreta: Este valor (R$ 3.000.000) é o custo de aquisição do ativo. No entanto, até 31/12/2023, o ativo já sofreu amortização por 18 meses (6 meses em 2022 + 12 meses em 2023), e seu valor contábil deve ser reduzido por essa amortização.
- (D) Incorreta: Este valor (R$ 2.700.000) não corresponde a nenhum cálculo direto do problema. Pode ser um distrator baseado em alguma amortização incorreta ou uma tentativa de aplicar uma perda de impairment sem base nos dados fornecidos.
- (E) Incorreta: Este valor (R$ 2.800.000) é o valor recuperável do ativo. O ativo só seria ajustado para este valor se o seu valor contábil antes do teste (R$ 2.775.000) fosse maior que o valor recuperável. Como o valor contábil é menor, não há necessidade de ajuste para baixo; o ativo permanece registrado pelo seu valor contábil já amortizado. Esta é a armadilha da banca, pois muitos alunos podem pensar que o ativo deve ser registrado pelo seu valor recuperável, mesmo quando este é superior ao valor contábil já ajustado pela amortização. A regra é: registrar pelo menor entre o valor contábil e o valor recuperável, se o valor contábil for maior que o recuperável. Se o valor contábil já é menor, não há ajuste.
Fonte: FCC TRT2 2025 Analista Judiciário - Área Administrativa - Especialidade Contabilidade (Caderno Tipo 004). Reproduzida para fins de estudo.