Questão nº 1

Questão de Língua Portuguesa · FCC SEGEP-MA 2018 (nº 1)

FCC2018Técnico PrevidenciárioLíngua Portuguesa
Gabarito: Dver comentário ↓

Atenção: As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto seguinte.

Na guerra dos provérbios

Os provérbios − pitadas de sabedoria popular − brigam muito entre si. Podem ser inteiramente contraditórios. "Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém", diz um, elogiando a sábia prudência. Mas outro diz: "Quem não arrisca não petisca", louvando a ousadia corajosa. Num dicionário de provérbios, a coisa mais fácil é encontrar disparidades de julgamento. E o que significa essa falta de consenso?

Certamente não significa falta de sabedoria: os provérbios nascem de lições que ficam de experiências várias, vividas em sua verdade. Tudo está em saber o momento de aproveitá-los, de entender a situação a que cada um se ajusta, o momento em que um ganha plena validade. No conjunto, eles refletem situações díspares, vividas por personalidades distintas e em atendimento aos mais variados interesses.

Ao longo da vida, sentimos que muita coisa tem valor momentâneo. Os provérbios não fogem a essa realidade. Com o acúmulo de experiências, situações parecidas podem e devem ser enfrentadas de modo a aproveitar a particularidade de cada circunstância. A prudência de um velho pode não ficar bem num jovem, assim como o arroubo juvenil se casa mal com a velhice. Os provérbios, nas diferentes idades da História e de cada ser humano, sabem adequar-se às nossas necessidades. O mais difícil é equacionar uma específica necessidade com o modo próprio de atendê-la.

A cada momento cabe um provérbio justo. A nós, cabe uma escolha.

(Ernani Frutuoso da Veiga, inédito)


O título do texto ganha razão de ser ao longo dos argumentos do autor, e remete à ideia principal desenvolvida, qual seja: a de que os provérbios

Este texto de apoio vale também pra questão nº 2, questão nº 3, questão nº 4, questão nº 5.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

A ideia central de um texto é a mensagem mais importante que o autor deseja comunicar, o ponto principal que ele desenvolve ao longo da escrita.

  • A) Incorreta: O texto afirma o oposto, que os provérbios "brigam muito entre si" e são "inteiramente contraditórios", não reforçando uma mesma lição.
  • B) Incorreta: Embora os provérbios se contradigam, o texto explicitamente diz que isso "não significa falta de sabedoria" e que a sabedoria está em "saber o momento de aproveitá-los", não impossibilitando a lição. Esta é a armadilha da banca: a alternativa reconhece a contradição inicial, mas ignora a explicação do autor de que essa contradição não anula a sabedoria dos provérbios, apenas exige discernimento na aplicação.
  • C) Incorreta: O texto diz que os provérbios "refletem situações díspares", mas não que um indivíduo não possa tirar proveito deles. Pelo contrário, a conclusão é que "A nós, cabe uma escolha" para aproveitá-los.
  • D) Correta: O texto explica que os provérbios "nascem de lições que ficam de experiências várias" (emerge de situações distintas) e que "Tudo está em saber o momento de aproveitá-los, de entender a situação a que cada um se ajusta" (cabendo aproveitá-los segundo a particularidade de cada uma). Esta alternativa resume a ideia principal desenvolvida.
  • E) Incorreta: O texto não sugere que os provérbios nascem para ensinar a "verdade que há nas contradições", mas sim que, apesar das contradições, eles contêm sabedoria que deve ser aplicada contextualmente. Eles oferecem ensinamentos diretos, mas que são válidos em momentos específicos.

Fonte: FCC SEGEP-MA 2018 Técnico Previdenciário (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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