Questão nº 39

Questão de Direito Tributário · FCC SEFAZ-BA 2019 (nº 39)

FCC2019Comum Auditor Fiscal SEFAZ-BADireito Tributário
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Acerca do pagamento indevido e a respectiva restituição pela fazenda pública, o Código Tributário Nacional determina que

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

Quando alguém paga um imposto que não deveria, ou pagou mais do que o devido, tem o direito de pedir esse dinheiro de volta ao governo (a Fazenda Pública). Isso é chamado de restituição de tributos. As regras para essa restituição estão no Código Tributário Nacional (CTN).

  • (A) Correta: Esta alternativa está em perfeita consonância com o Art. 166 do Código Tributário Nacional (CTN). Ela trata dos tributos indiretos, ou seja, aqueles em que o contribuinte que recolhe o imposto (contribuinte de direito) não é quem arca com o custo final (contribuinte de fato), como o ICMS ou o IPI. Para que a restituição seja feita, é preciso provar que quem pede realmente pagou o imposto ou, se repassou o custo a outra pessoa, que esta o autorizou a receber o valor.

  • (B) Incorreta: Embora a primeira parte esteja correta (pagamento indevido ou maior que o devido dá direito à restituição, conforme Art. 165 do CTN), a expressão "sem qualquer exceção" torna a alternativa falsa. No caso de perda ou destruição de estampilha, a restituição só ocorre "desde que o fato gerador respectivo não se tenha realizado" (Art. 165, II, do CTN). Há, portanto, uma condição, e não uma regra sem exceção.

  • (C) Incorreta: (Armadilha da banca!) Esta alternativa é uma pegadinha clássica. O Art. 167 do CTN estabelece que a restituição do tributo dá lugar à restituição dos juros de mora e das penalidades pecuniárias, SALVO as referentes a infrações de caráter formal não prejudicadas pela causa da restituição. A alternativa troca "salvo" por "inclusive", invertendo completamente o sentido da norma e tornando-a incorreta. As penalidades por infrações formais que não foram afetadas pela causa da restituição não são restituídas.

  • (D) Incorreta: O prazo para o contribuinte pleitear a restituição de tributo pago indevidamente é de cinco anos, e não de dois anos, conforme o Art. 168 do CTN.

  • (E) Incorreta: A ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição de tributo pago indevidamente prescreve em dois anos, e não em cinco anos, conforme o Art. 169 do CTN.

Fonte: FCC SEFAZ-BA 2019 Conhecimentos Comuns (Auditor Fiscal SEFAZ-BA) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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