Questão nº 31

Questão de Economia · FCC ALAP 2019 (nº 31)

FCC2019Analista Legislativo - EconomistaEconomia
Gabarito: Bver comentário ↓

A condição de equilíbrio da relação Dívida Pública/PIB é dada pela fórmula

h = d . [(i − g) / (1 + g)] − s

onde:

h = superávit primário do setor público como proporção do PIB
d = relação dívida bruta do setor Público/PIB
g = taxa de variação percentual do PIB nominal
i = taxa nominal de juros
s = razão senhoriagem/PIB

A fórmula indica o superávit primário (como proporção do PIB) requerido para estabilizar a relação dívida/PIB, ou superávit primário de equilíbrio. Com base nesta fórmula,

Resposta comentada

Gabarito Alternativa B

Para estabilizar a relação Dívida Pública/PIB, o governo precisa gerar um superávit primário (arrecadação menos gastos, sem contar juros) que compense o crescimento da dívida. A fórmula mostra quanto desse superávit é necessário, considerando a taxa de juros da dívida, o crescimento da economia e a receita de senhoriagem (ganho com a emissão de moeda).

  • (A) Incorreta: Uma elevação da relação dívida/PIB (dd) – mesmo que causada por juros – geralmente aumenta o superávit primário (hh) necessário para estabilizá-la, não reduz, pois dd é um multiplicador no termo principal da fórmula.
  • (B) Correta: Se a taxa de crescimento da economia (gg) for maior que a taxa de juros nominal (ii), o termo (ig)(i-g) será negativo. Na ausência de senhoriagem (s=0s=0), a fórmula h=d[(ig)/(1+g)]h = d \cdot [(i − g) / (1 + g)] resultará em um hh negativo. Isso significa que o governo pode ter um déficit primário (gastar mais do que arrecada, excluindo juros) e ainda assim estabilizar a dívida, pois o crescimento econômico "dilui" a dívida mais rápido do que os juros a aumentam.
  • (C) Incorreta: Embora a emissão de moeda (senhoriagem ss) matematicamente reduza o hh necessário (já que ss é subtraído), a fórmula não qualifica a "prioridade" de uma política. Na prática, a emissão excessiva de moeda leva à inflação, o que a torna uma alternativa insustentável e geralmente não prioritária para a estabilização da dívida a longo prazo. A armadilha está em confundir o efeito matemático com a desejabilidade ou prioridade de política econômica.
  • (D) Incorreta: A venda de ativos para amortizar a dívida reduz o estoque da dívida (dd). Uma redução de dd (mantendo o resto constante e i>gi>g) diminui o superávit primário (hh) necessário, ou seja, reduz o esforço fiscal, e não o eleva.
  • (E) Incorreta: Crescimento econômico (aumento de gg) faz com que o termo (ig)(i-g) se torne menor (mais negativo ou menos positivo). Isso, por sua vez, reduz o superávit primário (hh) necessário para estabilizar a dívida, pois a economia está crescendo mais rápido e "diluindo" a dívida. O crescimento facilita a estabilização da dívida, não a torna mais difícil.

Fonte: FCC ALAP 2019 Analista Legislativo - Economista (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.

Continue estudando

Estudar é izi

Pratique milhares de questões como esta, de graça, com explicação e gamificação no Quizinho.

Estudar de graça no Quizinho