Questão nº 9
Questão de Ética · CESGRANRIO CAIXA 01/2012 (nº 9)
Um dirigente de organismo financeiro internacional privilegiou, em promoção na carreira, pessoa com quem manteve relacionamento afetivo por determinado período.
À luz das normas de conduta ética, tal atitude
- Aé corriqueira e depende da cultura de cada instituição, que define os comportamentos dos indivíduos segundo as relações de poder.
- Bé inaceitável nas empresas que editam códigos de ética, uma vez que discriminam sem utilizar critérios objetivos, mas pessoais. (alternativa correta)
- Cé aceitável, mesmo quando existe código de ética, porque os dirigentes das instituições financeiras são livres para promover quem queiram.
- Dseria aceitável se o comitê de promoção adotasse os mesmos critérios para todas as relações afetivas dos dirigentes.
- Erealiza o principio da pessoalidade que deve ser aplicado nas relações empresariais.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
Conceito-chave: Em ética empresarial, promoção por mérito exige critérios objetivos (desempenho, competência, resultados). Quando um dirigente promove alguém por relacionamento afetivo, ele comete nepotismo (favorecimento pessoal) e discriminação contra outros candidatos, violando o dever de imparcialidade — independentemente de existir ou não código de ética escrito, mas a violação é ainda mais grave quando o código existe e é descumprido.
- (A) Incorreta: Cultura institucional e relações de poder não justificam violação ética; a ética empresarial exige padrões universais de justiça, não relativismo cultural.
- (B) Correta: É inaceitável porque o dirigente abandonou critérios objetivos (mérito) e usou critérios pessoais e afetivos, discriminando os demais funcionários — conduta vedada por qualquer código de ética que preze pela impessoalidade e igualdade de oportunidades.
- (C) Incorreta: Dirigentes não são livres para promover quem quiserem; sua liberdade é limitada por deveres fiduciários (agir no melhor interesse da instituição) e por normas éticas que proíbem conflito de interesses.
- (D) Incorreta: A armadilha da banca está aqui: generalizar o erro (aplicar o mesmo critério a todas as relações afetivas) não torna o ato ético — a regra é que nenhuma relação afetiva deve influenciar promoção; o problema é a ausência de mérito, não a inconsistência na aplicação do favoritismo.
- (E) Incorreta: O princípio correto é o da impessoalidade (tratar todos por critérios objetivos), não o da "pessoalidade" — que, na administração pública e empresarial, é justamente o vício a ser evitado.
Fonte: CESGRANRIO CAIXA 01/2012 Advogado (Caderno Prova 1). Reproduzida para fins de estudo.