Questão nº 63

Questão de Medicina do Trabalho · CESGRANRIO BASA 01/2015 (nº 63)

CESGRANRIO2015Técnico Científico - Medicina do TrabalhoMedicina do Trabalho
Gabarito: Dver comentário ↓

Na classificação do diabetes mellitus, constitui critério para o diagnóstico do tipo de diabetes a observação do seguinte:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

Conceito-chave: A classificação do diabetes mellitus (DM) deve se basear na etiologia (causa da doença), e não na simples necessidade de usar insulina. Um paciente pode precisar de insulina temporariamente (ex.: DM tipo 2 descompensado) ou não precisar no início (ex.: DM tipo 1 em fase de "lua de mel"), então os termos "insulino-dependente" e "não insulino-dependente" são obsoletos e enganosos.

  • (A) Incorreta: O DM tipo 1 destrói as células β (beta) do pâncreas (produtoras de insulina), não as células α (alfa, que produzem glucagon), e a tendência é ao coma cetoacidótico, não hiperosmolar (este é mais comum no DM tipo 2).
  • (B) Incorreta: A banca inverteu os padrões: em crianças e adolescentes, o DM tipo 1 costuma ser de início abrupto e rapidamente progressivo; em adultos, pode ser lentamente progressivo (LADA – diabetes autoimune latente do adulto).
  • (C) Incorreta: O DM tipo 2 não é autoimune (essa é a marca do tipo 1) e a cetoacidose é rara no tipo 2, pois ainda há alguma produção de insulina.
  • (D) Correta: Exatamente o conceito-chave: a classificação atual (OMS/ADA) evita os termos "insulino-dependente" e "não insulino-dependente", pois a necessidade de insulina varia conforme o estágio da doença e o tratamento, não conforme a causa. Ex.: DM tipo 2 pode precisar de insulina; DM tipo 1 pode ter fase inicial sem insulina.
  • (E) Incorreta: O DM tipo 2 é o mais frequente (85–90%), mas pode ocorrer na infância e adolescência (especialmente com a epidemia de obesidade infantil), e a fisiopatologia envolve resistência à insulina e disfunção progressiva da célula β (não apenas "redução de secreção" como causa única).

Armadilha do distrator mais tentador (E): A banca mistura verdades (frequência alta, resistência à insulina) com uma inverdade sutil ("não ocorre na infância"). O aluno que decora "tipo 2 é de adulto" cai na pegadinha, pois hoje o DM tipo 2 pediátrico é realidade crescente. A letra D é a única que foge da "decoreba" e exige compreensão do conceito de classificação etiológica.

Fonte: CESGRANRIO BASA 01/2015 Técnico Científico - Medicina do Trabalho. Reproduzida para fins de estudo.

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