Questão nº 23
Questão de Auditoria · CEBRASPE SEFAZ-RN 2025 - P2 Conhecimentos Complementares (nº 23)
A amostragem é considerada essencial para a realização de auditorias que envolvam grande volume de dados. Por envolver a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens da população relevante, o procedimento implica risco de amostragem. Assinale a opção em que a situação descrita decorre do risco de amostragem em auditoria.
- Aplanejamento inadequado dos procedimentos de auditoria
- Butilização de procedimentos de auditoria inapropriados
- Cinterpretação equivocada da evidência de auditoria
- Dnão reconhecimento de um desvio ou de uma distorção
- Eidentificação de distorção relevante no teste de detalhe, quando, de fato, ela não existe (alternativa correta)
Resposta comentada
Gabarito Alternativa E
O risco de amostragem é a possibilidade de a conclusão do auditor sobre a população mudar se ele tivesse testado 100% dos itens. Em outras palavras, é o erro que vem do fato de você ter olhado só uma parte (a amostra) e não o todo. A pegadinha clássica é confundir esse risco com erros de planejamento ou de julgamento do auditor, que são riscos não relacionados à amostragem.
- (A) Incorreta: Planejamento inadequado é um erro de concepção do trabalho, não um risco estatístico de a amostra não representar a população. Isso é risco não amostral.
- (B) Incorreta: Usar procedimento inapropriado (ex.: teste errado para a afirmação) é falha de escolha de método, não um risco de amostragem. Também é risco não amostral.
- (C) Incorreta: Interpretar mal a evidência é um erro de julgamento humano do auditor, não um risco inerente ao fato de se testar menos de 100%. É risco não amostral.
- (D) Incorreta: Não reconhecer um desvio ou distorção que existe na amostra é um erro de percepção/execução do auditor (ele viu, mas não notou). Isso é risco não amostral, pois o problema não é a amostra, e sim a falha do auditor.
- (E) Correta: Aqui o auditor concluiu que há uma distorção relevante (com base na amostra), mas, na verdade, na população inteira, ela não existe. Isso é exatamente o risco de amostragem: a amostra "enganou" o auditor, levando-o a uma conclusão diferente da que teria se testasse tudo. (É o chamado erro tipo I ou risco de rejeição incorreta).
Fonte: CEBRASPE SEFAZ-RN 2025 - P2 Conhecimentos Complementares Auditor Fiscal de Receitas Estaduais. Reproduzida para fins de estudo.