Questão nº 1
Questão de História e Geografia do Rio Grande do Norte · CEBRASPE SEFAZ-RN 2025 - P2 Conhecimentos Complementares (nº 1)
A respeito do processo de colonização europeia na região potiguar, no século XVI, assinale a opção correta.
- AAlém dos portugueses, franceses e holandeses visaram conquistar o território que hoje corresponde ao Rio Grande do Norte e, para tanto, firmaram alianças distintas com os habitantes indígenas locais. (alternativa correta)
- BQuando da instituição do sistema de capitanias hereditárias, o território potiguar se estendia à região que atualmente corresponde aos estados da Bahia, de Alagoas e de Pernambuco.
- CAnte o desinteresse dos donatários aos quais foi oferecida a capitania norte-rio-grandense, a Coroa portuguesa assumiu diretamente a administração da capitania.
- DHouve consenso entre os países da Europa ocidental quanto à divisão do Novo Mundo entre Portugal e Espanha, tendo todos aceitado o Tratado de Tordesilhas.
- EDe acordo com o Tratado de Tordesilhas, assinado entre Portugal e Espanha, o território potiguar pertenceria à Espanha, o que acabou não ocorrendo, dada a ação dos bandeirantes.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
Conceito-chave: No século XVI, o litoral do atual Rio Grande do Norte era um ponto cobiçado por três potências europeias — Portugal, França e Holanda — porque ficava perto da rota do pau-brasil e da costa africana. Cada uma dessas nações buscou se aliar a diferentes grupos indígenas (como Potiguaras, aliados dos franceses, e Tabajaras, aliados dos portugueses) para disputar o controle da região, num jogo de alianças e conflitos que marcou a colonização.
- (A) Correta: É exatamente o que ocorreu: franceses (com os Potiguaras), portugueses (com os Tabajaras) e, depois, holandeses disputaram o território, cada qual usando alianças indígenas distintas para tentar dominar a área.
- (B) Incorreta: O território da capitania do Rio Grande não se estendia à Bahia, Alagoas e Pernambuco; ele era bem menor, limitado à faixa litorânea que hoje é o RN, entre a capitania do Ceará e a da Paraíba.
- (C) Incorreta: A Coroa portuguesa não assumiu diretamente a administração por desinteresse dos donatários; na verdade, a capitania foi doada, mas a ocupação efetiva só veio com a conquista militar (como a fundação da fortaleza dos Reis Magos) e a administração ficou sob controle de capitães-mores, não de donatários ativos.
- (D) Incorreta: Não houve consenso na Europa Ocidental; o Tratado de Tordesilhas foi um acordo bilateral entre Portugal e Espanha, e outras potências (França, Inglaterra, Holanda) simplesmente o ignoraram, invadindo o "Novo Mundo" à força.
- (E) Incorreta: Pelo Tratado de Tordesilhas, o território potiguar ficava do lado português (a leste do meridiano de 46°37'), e não espanhol; a ação dos bandeirantes não foi o fator decisivo, pois a ocupação portuguesa se deu por expedições militares e alianças com indígenas locais.
Armadilha da banca (no distrator mais tentador, a letra C): Muitos alunos confundem "capitania abandonada" com "administração direta da Coroa". A pegadinha está em sugerir que o desinteresse dos donatários levou a Coroa a assumir, mas na prática o que houve foi uma conquista militar tardia (com a expulsão dos franceses em 1597-1598) e a criação de um governo próprio, não uma simples "assunção administrativa" por abandono. A banca testa se você sabe que a ocupação portuguesa no RN foi fruto de conflito e alianças indígenas, não de burocracia real.
Fonte: CEBRASPE SEFAZ-RN 2025 - P2 Conhecimentos Complementares Auditor Fiscal de Receitas Estaduais. Reproduzida para fins de estudo.