Questão nº 31
Questão de Tecnologia da Informação · CEBRASPE SEFAZ-RJ Auditor 2025 - Específicos I (nº 31)
Considerando o gerenciamento de workloads em um ambiente de nuvem, assinale a opção correta.
- AOs workloads em nuvem prescindem de monitoramento constante.
- BA utilização de instâncias de computação preemptivas é sempre adequada para qualquer workload.
- CO auto-scaling ajusta a capacidade computacional conforme a necessidade, com possível aumento dos custos na falta de controle adequado. (alternativa correta)
- DAs instâncias reservadas são apropriadas para todos os tipos de workloads.
- EA utilização de uma única zona de disponibilidade para todos os workloads não afeta o downtime.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
Conceito-chave: Workload é a “carga de trabalho” que roda na nuvem (um site, um banco de dados, um processamento). O auto-scaling (escalonamento automático) é como um “termostato”: ele liga/desliga servidores extras conforme a demanda sobe ou desce. Isso é ótimo para economizar, mas, se não houver limites configurados, pode criar máquinas demais e explodir a conta.
- (A) Incorreta: Todo workload precisa de monitoramento constante (CPU, memória, latência), senão você não percebe falhas ou gargalos; a nuvem não se gerencia sozinha.
- (B) Incorreta: Instâncias preemptivas (ou spot) são baratas, mas podem ser encerradas a qualquer momento pelo provedor; por isso, só servem para workloads tolerantes a falhas (ex.: processamento em lote), nunca para sistemas críticos.
- (C) Correta: O auto-scaling ajusta a capacidade computacional conforme a necessidade, mas, sem políticas de limite máximo e alarmes de custo, ele pode criar recursos desnecessários e aumentar a fatura — exatamente o que a alternativa afirma.
- (D) Incorreta: Instâncias reservadas exigem contrato de 1 ou 3 anos; não fazem sentido para workloads imprevisíveis ou de curta duração (ex.: testes esporádicos).
- (E) Incorreta: Usar uma única zona de disponibilidade (um único datacenter) aumenta o risco de downtime total se essa zona falhar; o ideal é distribuir em múltiplas zonas para alta disponibilidade.
Armadilha da banca (distrator mais tentador): a letra B parece atraente porque “preemptiva” soa como “econômica e inteligente”. A pegadinha é que a banca generaliza com “sempre adequada para qualquer workload” — e “sempre” é a palavra fatal. Em TI, nada é “sempre” ou “nunca”; a preemptiva só é boa para workloads que podem ser interrompidos sem prejuízo.
Fonte: CEBRASPE SEFAZ-RJ Auditor 2025 - Específicos I Auditor Fiscal da Receita Estadual (Caderno Conhecimentos Específicos I). Reproduzida para fins de estudo.