Questão nº 94
Questão de Genética Forense · CEBRASPE PF 2025 (nº 94)
Em um teste de paternidade, foi analisado um único locus genético, tendo os perfis genéticos observados sido os seguintes: a mãe apresenta genótipo AB; a criança apresenta genótipo AB; o suposto pai apresenta genótipo BB.
A partir dessas informações e considerando que a frequência do alelo B na população é de 15%, julgue os próximos itens.
O conhecimento do genótipo da mãe é essencial à perícia de investigação de paternidade, uma vez que possibilita a identificação precisa do material genético paterno do filho, excluindo-se o materno, o que aumenta a precisão nos cálculos de probabilidade de paternidade.
Resposta comentada
O genótipo da mãe serve para deduzir qual alelo da criança veio dela — o outro alelo obrigatoriamente veio do pai biológico. Isso é útil, mas não é indispensável: mesmo sem a mãe, dá para calcular a probabilidade de paternidade comparando o perfil do suposto pai com o da criança e as frequências alélicas da população.
- Correta: Errado. O item exagera ao dizer que o genótipo materno é "essencial" e possibilita identificação "precisa" do material paterno — na verdade, a mãe apenas ajuda a inferir o alelo paterno obrigatório; a perícia pode ser feita sem ela, e a atribuição nunca é "precisa", é probabilística.
Como ficaria certo: O conhecimento do genótipo da mãe é útil à perícia de paternidade, pois permite inferir qual alelo da criança é de origem paterna obrigatória, aumentando a confiabilidade dos cálculos de probabilidade de paternidade — mas não é indispensável, podendo o cálculo ser feito apenas com os perfis do filho e do suposto pai.
Fonte: CEBRASPE PF 2025 Perito Criminal Federal - Genética Forense. Reproduzida para fins de estudo.