Questão nº 51

Questão de Genética Forense · CEBRASPE PF 2025 (nº 51)

CEBRASPE2025Perito Criminal Federal - Genética ForenseGenética Forense

Em investigações forenses, vestígios biológicos coletados sob as unhas de vítimas podem ser cruciais para esclarecer casos de agressão física ou sexual. Um estudo recente avaliou a transferência e persistência de DNA masculino sob as unhas de mulheres em simulações controladas de arranhões. As amostras subungueais foram coletadas em diferentes momentos após o contato, sem limpeza prévia das unhas. Os resultados indicaram que o DNA do homem arranhado foi detectado até 6 horas após o evento, com uma diminuição significativa após as 3 primeiras horas. Além disso, entre 6 e 24 horas após o arranhão, foram detectados perfis genéticos masculinos estranhos aos participantes, o que sugere possível contaminação de fundo ou transferência posterior. Esses achados reforçam a importância de se considerarem o tempo de coleta e a possibilidade de DNA de fundo na interpretação de evidências subungueais, especialmente ao se avaliar o tipo de atividade envolvida.

Considerando o texto precedente como referência inicial, julgue os itens subsequentes, relativos à genética forense.


A baixa persistência de DNA subungueais após 6 horas decorre da rápida degradação do DNA fora do corpo.

Resposta comentada

O DNA subungueal não desaparece principalmente porque o DNA "apodrece" fora do corpo — ele é bastante estável. O que explica a queda na detecção é a perda mecânica do material (lavagem das mãos, suor, atrito, descamação da pele, crescimento da unha), que remove fisicamente as células antes mesmo de o DNA se degradar.

  • Correta: Errado. A causa apontada está trocada: o item atribui a baixa persistência à "rápida degradação do DNA fora do corpo", quando o fator predominante é a remoção física do vestígio, não a degradação química.

Como ficaria certo: A baixa persistência do DNA subungueal após 6 horas decorre principalmente da perda mecânica do material (lavagem, atrito, suor e descamação), e não de rápida degradação do DNA fora do corpo.

Fonte: CEBRASPE PF 2025 Perito Criminal Federal - Genética Forense. Reproduzida para fins de estudo.

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