Questão nº 66
Questão de Genética Forense · CEBRASPE PF 2025 (nº 66)
Considerando os avanços da genética forense, que atualmente permite, além da identificação individual, a inferência de traços físicos, ancestralidade biogeográfica, hábitos de vida como o consumo de álcool e tabaco, além da identificação de inúmeras espécies, julgue os itens subsecutivos.
Para a inferência de hábitos de vida, como o consumo de álcool e tabaco, a partir de uma amostra localizada em cena de crime, uma estratégia é avaliar o epigenoma, pois hábitos de vida como os citados provocam modificações no padrão de metilação, o que pode ter impacto no funcionamento de genes.
Resposta comentada
O epigenoma é o conjunto de marcas químicas que regulam a leitura do DNA sem mudar a sequência — a principal delas é a metilação do DNA (adição de um grupo metil em certas bases, geralmente "desligando" genes). Hábitos como consumo de álcool e tabaco alteram esse padrão de metilação de forma mensurável, então dá para inferi-los a partir de uma amostra biológica da cena do crime.
- Correta: Certo. Álcool e tabaco deixam assinaturas epigenéticas (metilação) detectáveis no DNA, permitindo inferir esses hábitos.
Fica de olho: a banca costuma trocar epigenoma por genoma/sequência de DNA — dizendo que o hábito "altera a sequência de bases do DNA". Isso está errado: o que muda é a expressão gênica via metilação, não a sequência. Também pode afirmar que a predição de hábitos é 100% determinística; na verdade é probabilística.
Fonte: CEBRASPE PF 2025 Perito Criminal Federal - Genética Forense. Reproduzida para fins de estudo.