Questão nº 64
Questão de Genética Forense · CEBRASPE PF 2025 (nº 64)
Considerando os avanços da genética forense, que atualmente permite, além da identificação individual, a inferência de traços físicos, ancestralidade biogeográfica, hábitos de vida como o consumo de álcool e tabaco, além da identificação de inúmeras espécies, julgue os itens subsecutivos.
Para a obtenção de ácidos nucleicos na busca de identificação de espécies em produtos derivados de animais, como marfim, couro e embutidos (como presuntos), é necessário o rompimento da parede celular, que, devido a sua composição proteica, pode ser aberta com o uso de enzimas de atividade exonuclease.
Resposta comentada
A parede celular é uma camada rígida que envolve certas células (como as de plantas, fungos e bactérias) e dá sustentação. Em animais não existe parede celular — as células animais têm apenas a membrana plasmática, uma camada mais simples, de natureza lipídica (gordurosa) e proteica. Além disso, exonuclease é a enzima que corta o DNA a partir das extremidades (exo = fora), e não serve para romper paredes celulares.
- Correta: Errado. O item erra ao afirmar que a parede celular tem "composição proteica" e que pode ser aberta com "enzimas de atividade exonuclease": células de animais (marfim, couro, presunto) não possuem parede celular, e exonuclease degrada ácidos nucleicos, não rompe estruturas celulares.
Como ficaria certo: Para obter ácidos nucleicos de produtos derivados de animais, é necessário o rompimento da membrana plasmática (não há parede celular em células animais), o que pode ser feito com detergentes e proteinase K (enzima que digere proteínas), e não com exonucleases.
Fonte: CEBRASPE PF 2025 Perito Criminal Federal - Genética Forense. Reproduzida para fins de estudo.