Questão nº 80

Questão de Tecnologia da Informação · FGV TRF1 2024 (nº 80)

FGV2024Técnico Judiciário - Desenvolvimento de SistemasTecnologia da Informação
Gabarito: Bver comentário ↓

Jorge, agente público federal competente, primário e portador de bons antecedentes, agindo de forma dolosa, deixou de comunicar à autoridade judiciária, no prazo legal, a prisão em flagrante de Caio. Ao ser ouvido sobre a matéria, Caio afirmou que não teria qualquer interesse em eventual persecução penal em detrimento de Jorge.
Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 13.869/2019, é correto afirmar que Jorge:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa B

A Lei de Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019) pune agentes públicos que, agindo com a intenção específica de prejudicar ou beneficiar indevidamente, ou por capricho, cometem atos que extrapolam suas funções. Os crimes previstos nesta lei são de ação penal pública incondicionada, o que significa que a vontade da vítima não impede o processo criminal.

  • (A) Incorreta: Embora a inabilitação seja um efeito possível da condenação (Art. 4º, II), ela não é automática e deve ser expressamente declarada na sentença (Art. 6º), o que contraria a expressão "sendo certo que estará sujeito". A armadilha aqui é confundir um efeito possível com um efeito automático.
  • (B) Correta: Jorge responderá pelo crime previsto no Art. 12 da Lei nº 13.869/2019, e a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime é um efeito automático da condenação, conforme o Art. 4º, I, da mesma lei, não dependendo de declaração expressa.
  • (C) Incorreta: Os crimes de abuso de autoridade são de ação penal pública incondicionada (Art. 3º), o que significa que a persecução penal independe da vontade ou do interesse da vítima.
  • (D) Incorreta: A perda do cargo é um efeito da condenação previsto no Art. 4º, III, mas, assim como a inabilitação, não é automática e exige declaração expressa na sentença, conforme o Art. 6º, contrariando a ideia de que é "certo" que ele estará sujeito.
  • (E) Incorreta: A Lei de Abuso de Autoridade se aplica a qualquer agente público (Art. 2º), que inclui servidores, militares e pessoas que exercem função pública, mesmo que temporariamente, não se restringindo a membros de Poder. Jorge, como "agente público federal", se enquadra na definição.

Fonte: FGV TRF1 2024 Técnico Judiciário - Desenvolvimento de Sistemas (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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