Questão nº 9
Questão de Língua Portuguesa · FGV TJSC 2018 (nº 9)
Texto 2:
Inteligência e sabedoria não são a mesma coisa. Entretanto, na linguagem cotidiana, usamos os dois termos indistintamente. Vivemos em uma sociedade onde a eficiência e os resultados são valorizados. Aparentemente, apenas os mais inteligentes estão destinados a obter sucesso. No entanto, apenas os sábios conseguem uma felicidade autêntica. Eles são guiados por valores e preocupados em fazer uso da bondade, aplicando uma visão mais otimista à vida.
Se procurarmos agora no dicionário o termo sabedoria, será encontrada uma definição simples: a faculdade das pessoas de agir de maneira sensata, prudente ou correta. Sendo assim, a primeira pergunta que vem à mente é: a inteligência não nos dá a capacidade de nos movimentarmos no nosso dia a dia da mesma maneira? Um QI médio ou alto não nos garante a capacidade de tomar decisões acertadas?
É claro que sim. Também é claro que quando falamos de inteligência surgem diferentes nuances. Por isso, o tipo de personalidade e a maturidade emocional são fatores que influenciam mais concretamente as realizações das pessoas. Isso também é verdadeiro em relação à capacidade de investir mais ou menos em seu próprio bem-estar e no dos outros.
Em vista disso, inteligência e sabedoria são dois conceitos interessantes. Assim, poderemos ter uma ideia mais precisa e útil do que realmente são. Afinal, se queremos algo, além de ter um alto QI, é necessário desenvolver uma sabedoria excepcional e moldar uma personalidade virtuosa. Isso vai um passo além do cognitivo e do emocional.
“A verdadeira sabedoria está em reconhecer a própria ignorância.” Sócrates.Disponível em https:amentemaravilhosa.com.br/inteligencia-e-sabedoria/
“Inteligência e sabedoria não são a mesma coisa. Entretanto, na linguagem cotidiana, usamos os dois termos indistintamente”.
Nesse segmento do texto 2, o conector “entretanto” só NÃO pode ser substituído de forma semanticamente adequada por:
- Acontudo;
- Btodavia;
- Cconquanto; (alternativa correta)
- Dno entanto;
- Eporém.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
Conceito-chave: Conectivos adversativos (ou concessivos) estabelecem oposição ou quebra de expectativa entre ideias. O “entretanto” é um conectivo adversativo (ideia de “mas”). Já o “conquanto” é um conectivo concessivo (ideia de “embora”), que indica uma concessão, não uma oposição direta.
- (A) Incorreta: “Contudo” é sinônimo perfeito de “entretanto”, ambos adversativos, indicando oposição entre “não serem a mesma coisa” e “usarmos indistintamente”.
- (B) Incorreta: “Todavia” também é adversativo, com o mesmo valor de “mas”, podendo substituir “entretanto” sem alterar o sentido.
- (C) Correta: “Conquanto” é um conectivo concessivo (equivale a “embora”, “ainda que”), e não adversativo. Ele introduz uma ideia de concessão, não de oposição, quebrando a relação semântica original. Armadilha da banca: o aluno confunde “conquanto” com “contudo” por serem parecidos visualmente, mas são classes diferentes.
- (D) Incorreta: “No entanto” é uma locução adversativa clássica, sinônima de “entretanto”, mantendo a oposição.
- (E) Incorreta: “Porém” é o adversativo mais comum, equivalente a “mas”, podendo substituir “entretanto” sem prejuízo de sentido.
Fonte: FGV TJSC 2018 Conhecimentos Comuns (Superior (Raciocínio Lógico)) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.