Questão nº 51

Questão de Libras · FGV SME-SP EFII e Médio 2023 (nº 51)

FGV2023LibrasLibras
Gabarito: Dver comentário ↓

O trabalho de Stokoe (1960) deu início a vários estudos da Língua de Sinais. Pesquisas foram realizadas em diversos países, a fim de demonstrar o status linguístico das línguas de sinais, desmistificando concepções inadequadas.
Analise o trecho de uma das concepções que foi apresentada por Karnopp (1994) e Quadros (1997):
(...) Fazendo-se um exame dos dicionários das línguas de sinais de alguns países, comprova-se que nem todas as pessoas surdas fazem referência a um determinado referente usando o mesmo sinal. Woodward compara 872 sinais da língua de sinais americana e francesa e conclui que, embora estas duas línguas sejam relacionadas historicamente, apenas 26,5% dos sinais são idênticos.”
Sobre o status linguístico das línguas de sinais, assinale a opção que indica um mito.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa D

  • (A) Incorreta como resposta única: também é um mito clássico (a de que a língua de sinais seria só pantomima incapaz de abstração), o que ajuda a explicar a anulação.
  • (B) Incorreta como resposta única: igualmente configura mito (derivação da gesticulação espontânea dos ouvintes).
  • (C) Incorreta como resposta única: afirmar falha gramatical e inferioridade às línguas orais também é mito.
  • (D) Correta (mais defensável): o mito da língua de sinais única e universal é o que o trecho refuta diretamente ao mostrar que ASL e LSF só têm 26,5% de sinais idênticos; por isso é a alternativa mais alinhada ao texto.
  • (E) Incorreta como resposta única: dizer que a língua de sinais é superficial e sem estética também é mito. A banca anulou a questão porque o enunciado pede "um mito" e todas as opções descrevem mitos, gerando mais de uma resposta possível.

Fonte: FGV SME-SP EFII e Médio 2023 Libras (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

Continue estudando

Estudar é izi

Pratique milhares de questões como esta, de graça, com explicação e gamificação no Quizinho.

Estudar de graça no Quizinho