Questão nº 28
Questão de Geografia · FGV IBGE 2016 - Técnico (nº 28)
A teoria das localidades centrais considera os núcleos de povoamento, sejam grandes cidades ou núcleos semirrurais, como localidades centrais. Estas, por sua vez, são dotadas de funções centrais, que são atividades de distribuição de bens e serviços para uma população externa, residente da área de influência, em relação à qual a localidade central tem uma posição central.
O quadro abaixo apresenta as cidades de uma rede urbana hipotética e suas funções.

Adaptado de: Corrêa, Roberto Lobato. A rede urbana. São Paulo: Ática, 1989.
A partir da análise do quadro e da teoria das localidades centrais, é correto afirmar que:
- Adentre os bens ou serviços distribuídos na rede urbana hipotética, X é o consumido com menor frequência;
- Bdentre os bens ou serviços distribuídos na rede urbana hipotética, R é o consumido com maior frequência;
- Cdentre as cidades da rede urbana hipotética, a cidade 1 possui a menor área de influência;
- Ddentre as cidades da rede urbana hipotética, a cidade 3 possui a maior centralidade;
- Edentre as cidades da rede urbana hipotética, a cidade 5 possui a menor centralidade. (alternativa correta)
Resposta comentada
Gabarito Alternativa E
Conceito-chave: A teoria das localidades centrais diz que cada cidade oferece bens e serviços para a área ao seu redor. Quanto mais raro e especializado for o bem (ex.: um hospital de alta complexidade), maior precisa ser a população e a área de influência para sustentá-lo — então poucas cidades o oferecem. Bens de consumo diário (ex.: padaria) são oferecidos em quase todas as cidades, mesmo nas menores. Centralidade é o poder de uma cidade de atrair consumidores de fora; quanto mais bens raros ela oferece, maior sua centralidade.
- (A) Incorreta: O quadro mostra que X está presente apenas nas cidades 1 e 2, ou seja, é um bem raro e de alto nível — logo, é consumido com menor frequência, não com maior. A pegadinha aqui é inverter a lógica: bem raro = poucos consumidores, não muitos.
- (B) Incorreta: R aparece em todas as cidades (1 a 5), indicando que é um bem de consumo cotidiano e barato — consumido com alta frequência, mas não necessariamente a maior de todas; o quadro não dá essa hierarquia exata, e a banca considera isso uma extrapolação.
- (C) Incorreta: A cidade 1 é a única que oferece todos os bens (X, Y, Z, W, R), logo tem a maior área de influência, não a menor. A armadilha é achar que "cidade 1" = "menor" por ser o primeiro número.
- (D) Incorreta: A cidade 3 oferece apenas W e R, enquanto a cidade 1 oferece todos os bens. Portanto, a cidade 3 tem centralidade menor que a cidade 1, não a maior.
- (E) Correta: A cidade 5 oferece apenas o bem R, que é o mais comum e de menor alcance espacial. Isso significa que ela atrai consumidores de uma área muito pequena, tendo a menor centralidade da rede — exatamente o que a teoria prevê para núcleos com poucas funções centrais.
Fonte: FGV IBGE 2016 - Técnico Técnico em Informações Geográficas e Estatísticas A I (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.