Questão nº 33
Questão de Engenharia Clínica · FGV FHEMIG 2023 (nº 33)
Um local de um Estabelecimento Assistencial de Saúde (EAS), dotado de foco cirúrgico sem nobreak no próprio equipamento, é atendido por um grupo-gerador que entra em operação em 15s. Sabe-se que neste ambiente o tempo máximo para o restabelecimento da energia deve ser de 0,5s.
Para atender a essas condições é necessário que seja instalado um nobreak na instalação desse local do EAS com autonomia
- Aigual a 15s.
- Bmaior que 15s.
- Cmaior que 1 minuto.
- Dmaior que 1 hora.
- Emaior que 3 horas. (alternativa correta)
Resposta comentada
Gabarito Alternativa E
Em ambientes hospitalares críticos, como salas cirúrgicas, a autonomia de um nobreak (fonte de alimentação ininterrupta) não serve apenas para cobrir o tempo de partida de um gerador, mas também para garantir a continuidade de procedimentos essenciais por um período estendido, caso o gerador falhe ou a interrupção de energia seja prolongada.
- (A) Incorreta: Autonomia de 15s cobriria apenas o tempo de partida do gerador, mas não oferece segurança para falhas do gerador ou interrupções prolongadas em um ambiente cirúrgico.
- (B) Incorreta: Embora cubra o tempo de partida do gerador, uma autonomia "maior que 15s" ainda é insuficiente para a criticidade de um foco cirúrgico, que exige um plano de contingência mais robusto.
- (C) Incorreta: Autonomia de 1 minuto é muito curta para garantir a conclusão segura de procedimentos cirúrgicos ou a estabilização de pacientes em caso de falha do gerador ou interrupção prolongada.
- (D) Incorreta: Embora 1 hora seja um tempo considerável, para a criticidade de um foco cirúrgico, as normas e boas práticas geralmente recomendam um período ainda maior para garantir a segurança do paciente e a conclusão de procedimentos.
- (E) Correta: Em ambientes cirúrgicos, a autonomia do nobreak deve ser significativamente maior do que o tempo de partida do gerador. Uma autonomia "maior que 3 horas" é um requisito comum em normas para Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) para cargas críticas (como focos cirúrgicos), garantindo tempo suficiente para finalizar procedimentos, estabilizar pacientes ou solucionar problemas com o gerador em caso de falha ou interrupção prolongada da energia principal. A armadilha aqui é focar apenas no tempo de partida do gerador (15s), ignorando a criticidade da aplicação e a necessidade de resiliência do sistema.
Fonte: FGV FHEMIG 2023 Engenheiro Clínico (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.