Questão nº 6
Questão de Língua Portuguesa · FCC TST 2017 (nº 6)
FCC2017Comum Analista Apoio Especializado TSTLíngua Portuguesa
Gabarito: Aver comentário ↓
Está plenamente clara e correta a redação deste livre comentário:
- AEmbora imaginemos conhecer a sólida verdade de cada coisa, o fato é que esse nosso conhecimento se relativiza por estar preso a uma única perspectiva. (alternativa correta)
- BNão fossem por outras razões, acredita-se que as máscaras da personalidade visam a proteção das verdades que em nossa atuação cotidiana se oculta.
- CComo acredita Pirandello, não existem fatos se não opiniões, razão pela qual se destitue todo conhecimento de uma verdade absoluta ou mesmo incontestável.
- DAo sermos adeptos do relativismo, passa-se a considerar que a verdade relativa das coisas atribue a mais alguém a possibilidade de estarem com a razão.
- EAo passo que nos imaginamos como seres íntegros, a verdade é que nos dividimos em máscaras, a cujo poder não nos conseguimos nunca libertar.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
Conceito-chave: Clareza textual é a qualidade que torna a frase compreendida de primeira, sem ambiguidade, sem erros de concordância, regência ou pontuação que travem a leitura. Uma redação clara respeita a norma culta e a lógica entre as ideias.
- (A) Correta: A frase é clara e correta: a oração concessiva "Embora imaginemos..." contrasta bem com a ideia principal, e o verbo "relativiza" concorda com "conhecimento", sem ambiguidade ou erro de regência.
- (B) Incorreta: A armadilha está na concordância verbal: "as máscaras... visam a proteção das verdades que... se oculta" — o verbo "ocultar" deveria concordar com "verdades" (plural): "se ocultam". Além disso, "Não fossem por outras razões" é uma construção confusa e sem nexo claro com o restante.
- (C) Incorreta: O erro é de regência e semântica: "se destitue" exige a preposição "de" ("destitui-se de"), e a frase "não existem fatos se não opiniões" é ambígua — o correto seria "não existem fatos, mas opiniões" ou "senão opiniões" (com sentido de "exceto"). A banca tenta confundir com a citação famosa, mas a redação está truncada.
- (D) Incorreta: A pegadinha aqui é a grafia e a concordância: "atribue" está escrito errado (o correto é "atribui"), e a frase "a verdade relativa... atribue a mais alguém a possibilidade de estarem com a razão" é confusa — o sujeito de "estarem" não está claro, e "a mais alguém" deveria ser "a mais alguém" (sem crase) ou "a outrem", mas a construção inteira é ilógica.
- (E) Incorreta: O erro é de regência do pronome relativo: "a cujo poder não nos conseguimos nunca libertar" — o verbo "libertar" exige a preposição "de" ("libertar-se de algo"), então o correto seria "de cujo poder". Além disso, a vírgula antes de "a verdade é que" separa mal o período, criando uma pausa que quebra a coesão.
Fonte: FCC TST 2017 Conhecimentos Comuns (Analista Apoio Especializado TST) (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.