Questão nº 8
Questão de Língua Portuguesa · FCC TRT24 2016 (nº 8)
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 6 a 9.
Instituições financeiras reconhecem que é cada vez mais difícil detectar se uma transação é fraudulenta ou verdadeira
Os bancos e as empresas que efetuam pagamentos têm dificuldades de controlar as fraudes financeiras on-line no atual cenário tecnológico conectado e complexo. Mais de um terço (38%) das organizações reconhece que é cada vez mais difícil detectar se uma transação é fraudulenta ou verdadeira, revela pesquisa realizada por instituições renomadas.
O estudo revela que o índice de fraudes on-line acompanha o aumento do número de transações on-line*, e 50% das organizações de serviços financeiros pesquisadas acreditam que há um crescimento das fraudes financeiras eletrônicas. Esse avanço, juntamente com o crescimento massivo dos pagamentos eletrônicos combinado aos novos avanços tecnológicos e às mudanças nas demandas corporativas, tem forçado, nos últimos anos, muitas delas a melhorar a eficiência de seus processos de negócios.*
De acordo com os resultados, cerca de metade das organizações que atuam no campo de pagamentos eletrônicos usa soluções não especializadas que, segundo as estatísticas, não são confiáveis contra fraude e apresentam uma grande porcentagem de falsos positivos. O uso incorreto dos sistemas de segurança também pode acarretar o bloqueio de transações. Também vale notar que o desvio de pagamentos pode causar perda de clientes e, em última instância, uma redução nos lucros.
Conclui-se que a fraude não é o único obstáculo a ser superado: as instituições financeiras precisam também reduzir o número de alarmes falsos em seus sistemas a fim de fornecer o melhor atendimento possível ao cliente.
(Adaptado de: computerworld.com.br. Disponível em: http://computerworld.com.br/quase-40-dos-bancos-nao-sao-capazes-de-diferenciar-um-ataque-de-atividades-normais-de-clientes)
No trecho Os bancos e as empresas que efetuam pagamentos, no início do primeiro parágrafo, o "que" exerce função pronominal. Outro trecho do texto em que essa palavra exerce a mesma função é:
Este texto de apoio vale também pra questão nº 6, questão nº 7, questão nº 9.
- ADe acordo com os resultados, cerca de metade das organizações que atuam no campo de pagamentos eletrônicos... (3º parágrafo) (alternativa correta)
- BMais de um terço (38%) das organizações reconhece que é cada vez mais difícil detectar se uma transação é fraudulenta ou verdadeira... (1º parágrafo)
- CO estudo revela que o índice de fraudes on-line acompanha o aumento do número de transações on-line... (2º parágrafo)
- DTambém vale notar que o desvio de pagamentos pode causar perda de clientes... (3º parágrafo)
- EConclui-se que a fraude não é o único obstáculo a ser superado... (4º parágrafo)
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
O pronome relativo "que" é uma palavra que retoma um termo anterior (chamado antecedente) e introduz uma oração que descreve esse termo, podendo ser substituído por "o qual", "a qual", "os quais", "as quais". Já a conjunção integrante "que" introduz uma oração que funciona como um substantivo (sujeito, objeto direto, etc.) e não retoma um termo anterior, nem pode ser substituída por "o qual".
A) Correta: No trecho "organizações que atuam", o "que" retoma "organizações" (antecedente) e pode ser substituído por "as quais" ("organizações as quais atuam"), introduzindo uma oração subordinada adjetiva. Essa é a mesma função pronominal do "que" no trecho de referência ("empresas que efetuam pagamentos" = "empresas as quais efetuam pagamentos").
B) Incorreta: No trecho "reconhece que é cada vez mais difícil", o "que" introduz uma oração subordinada substantiva ("reconhece isso") e não retoma um antecedente, funcionando como conjunção integrante. A armadilha da banca aqui é que o "que" é muito comum e sua função varia bastante.
C) Incorreta: No trecho "revela que o índice de fraudes", o "que" introduz uma oração subordinada substantiva ("revela isso") e não retoma um antecedente, funcionando como conjunção integrante.
D) Incorreta: No trecho "notar que o desvio de pagamentos", o "que" introduz uma oração subordinada substantiva ("notar isso") e não retoma um antecedente, funcionando como conjunção integrante.
E) Incorreta: No trecho "Conclui-se que a fraude não é", o "que" introduz uma oração subordinada substantiva ("Conclui-se isso") e não retoma um antecedente, funcionando como conjunção integrante.
Fonte: FCC TRT24 2016 Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Tecnologia da Informação (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.