Questão nº 28

Questão de Comunicação Social · FCC TRT15 2023 (nº 28)

FCC2023Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Comunicação SocialComunicação Social
Gabarito: Aver comentário ↓

Considere a seguinte situação.

O assessor de imprensa de uma instituição pública percebeu que os releases não tinham sido lidos pelos jornalistas quando foram enviados pela plataforma de disparo de releases, apesar dos endereços corretos. Não houve nenhum pedido de entrevista e nem por outras informações. O assessor decidiu fazer o follow-up e constatou que o release havia chegado nas caixas, mas não tinha, realmente, sido lido. Porém, durante a conversa telefônica do follow-up, todos os colegas de imprensa contatados se interessaram pelo conteúdo do release e pediram entrevistas com o porta-voz da instituição. Mais tarde, ao fazer o clipping, o assessor percebeu que o conteúdo havia sido publicado em diversos veículos da imprensa.

Sobre essa situação,

I. o follow-up traz resultados, mas é um constrangimento sobre os colegas de imprensa que não é recomendado pelo Código de Ética dos Jornalistas

PORQUE

II. o interesse pelo conteúdo ter ocorrido apenas após o follow-up sinaliza que houve problemas no disparo e redação do release, como o preenchimento incorreto do campo assunto no e-mail enviado aos jornalistas e redação incorreta da hierarquia das informações.

De acordo com as asserções acima,

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

O follow-up é uma etapa crucial na assessoria de imprensa, onde o profissional entra em contato com jornalistas após o envio de um release (comunicado de imprensa) para verificar o recebimento, o interesse e oferecer informações adicionais, garantindo que a notícia relevante seja considerada.

  • (A) Correta: A asserção I é falsa porque o follow-up é uma prática comum e profissional, não sendo considerado um constrangimento antiético para os jornalistas, mas sim uma ferramenta legítima para garantir a comunicação. A asserção II é verdadeira, pois a falta de leitura inicial do release, seguida de interesse após o contato direto, de fato, sugere problemas na forma como o material foi apresentado (título, assunto do e-mail, hierarquia das informações). Não há relação de justificativa entre elas, pois a falsidade da primeira não é explicada pela veracidade da segunda; a segunda aborda a falha do release, não a natureza do follow-up.
  • (B) Incorreta: A asserção II é verdadeira, não falsa.
  • (C) Incorreta: A asserção II é verdadeira, não falsa.
  • (D) Incorreta: A asserção I é falsa, e mesmo que fosse verdadeira, a II não a justificaria. Armadilha: Muitos podem cair na tentação de considerar a Asserção I verdadeira por achar que o follow-up é "chato" ou "invasivo" para o jornalista. No entanto, profissionalmente, o follow-up é uma prática aceita e necessária para garantir que a informação relevante seja notada em meio ao grande volume de e-mails, e não é condenado pelo Código de Ética dos Jornalistas, desde que feito de forma respeitosa e profissional, sem pressão indevida.
  • (E) Incorreta: A asserção I é falsa, não verdadeira.

Fonte: FCC TRT15 2023 Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Comunicação Social (Caderno Tipo 004). Reproduzida para fins de estudo.

Continue estudando

Estudar é izi

Pratique milhares de questões como esta, de graça, com explicação e gamificação no Quizinho.

Estudar de graça no Quizinho