Questão nº 40
Questão de Contabilidade · FCC TRT-11 2017 (nº 40)
A Cia. Vai & Volta possuía, em 31/12/2016, um ativo Intangível com vida útil indefinida cujo valor contábil era R$ 380.000,00, o qual era composto por:
Custo de aquisição: R$ 480.000,00.
Perda por desvalorização (reconhecida em 2015): R$ 100.000,00.
Em 31/12/2016, ao realizar o Teste de Recuperabilidade do Ativo, obteve as seguintes informações:
Valor em uso: R$ 520.000,00.
Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 350.000,00.
Adicionalmente, as evidências indicaram que a vida útil desse ativo continuava indefinida.
Com base nessas informações, o valor contábil que a Cia. Vai & Volta apresentou no Balanço Patrimonial de 31/12/2016, para o ativo em análise foi, em reais,
- A480.000,00. (alternativa correta)
- B520.000,00.
- C350.000,00.
- D380.000,00.
- E310.000,00.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
O Teste de Recuperabilidade (Impairment Test) serve para verificar se o valor de um ativo registrado na contabilidade (valor contábil) é maior do que o valor que a empresa espera recuperar dele no futuro (valor recuperável). O valor recuperável é o maior entre o valor em uso (valor presente dos fluxos de caixa futuros que o ativo vai gerar) e o valor justo líquido das despesas de venda (preço de venda menos custos da venda).
Cálculo:
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Determinar o Valor Recuperável:
- Valor em uso: R$ 520.000,00
- Valor justo líquido das despesas de venda: R$ 350.000,00
- O Valor Recuperável é o maior entre os dois, ou seja, R$ 520.000,00.
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Comparar com o Valor Contábil atual:
- Valor Contábil em 31/12/2016 (antes do teste): R$ 380.000,00.
- Como o Valor Recuperável (R$ 520.000,00) é maior que o Valor Contábil (R$ 380.000,00), não há nova perda por desvalorização. Pelo contrário, há uma indicação de que a perda por desvalorização reconhecida em 2015 pode ser revertida.
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Aplicar a regra de Reversão de Perda por Desvalorização (CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos):
- A reversão de uma perda por desvalorização não pode fazer com que o valor contábil do ativo exceda o valor que ele teria se nenhuma perda por desvalorização tivesse sido reconhecida anteriormente (líquido de amortização/depreciação).
- O custo de aquisição original do ativo era R$ 480.000,00.
- Como se trata de um ativo intangível com vida útil indefinida, ele não é amortizado. Portanto, o valor máximo que ele poderia ter no balanço, se nunca tivesse sofrido impairment, seria seu custo original de R$ 480.000,00.
- O Valor Contábil atual é R$ 380.000,00.
- A reversão máxima permitida é de R$ 480.000,00 (custo original) - R$ 380.000,00 (valor contábil atual) = R$ 100.000,00.
- A diferença entre o Valor Recuperável (R$ 520.000,00) e o Valor Contábil atual (R$ 380.000,00) é de R$ 140.000,00.
- Como a reversão potencial (R$ 140.000,00) é maior do que a reversão máxima permitida (R$ 100.000,00), a reversão é limitada a R$ 100.000,00.
- Novo Valor Contábil = R$ 380.000,00 (valor contábil atual) + R$ 100.000,00 (reversão) = R$ 480.000,00.
(A) Correta: O valor contábil final é R$ 480.000,00, que corresponde ao custo de aquisição original do ativo, pois a reversão da perda por desvalorização é limitada a esse valor.
(B) Incorreta: R$ 520.000,00 é o Valor Recuperável do ativo. A armadilha aqui é que, embora o valor recuperável seja R$ 520.000,00, a contabilidade não permite que o ativo seja registrado por um valor superior ao seu custo original (ajustado por amortização/depreciação, se houvesse).
(C) Incorreta: R$ 350.000,00 é o valor justo líquido das despesas de venda, que é menor que o valor em uso e, portanto, não é o valor recuperável.
(D) Incorreta: R$ 380.000,00 era o valor contábil do ativo antes do teste de recuperabilidade de 2016. Como o valor recuperável é maior, há uma reversão de perda.
(E) Incorreta: R$ 310.000,00 não corresponde a nenhum cálculo correto ou conceito aplicado na questão.
Fonte: FCC TRT-11 2017 Analista Judiciário – Área Apoio Especializado – Especialidade: Contabilidade (Caderno Tipo 001). Reproduzida para fins de estudo.