Questão nº 22
Questão de Segurança e Transporte · FCC TRF5 2017 (nº 22)
Em um deslocamento, composto pelo veículo ocupado por um dignitário e pelo veículo de sua escolta,
- Aos agentes que ocupam o veículo de escolta, caso haja deslocamento a pé da autoridade, via de regra, acompanham a autoridade, também neste deslocamento. Havendo o número ideal de agentes, o motorista da escolta permanece no veículo. (alternativa correta)
- Bos agentes que ocupam o veículo de escolta nunca devem acompanhar o dignitário em deslocamento a pé, devendo permanecer no veículo, pois a escolta deve focar exclusivamente no deslocamento em vias terrestres, cabendo a outra equipe acompanhar o dignitário quando este estiver a pé.
- Cconsiderando a necessidade de manter uma proteção efetiva, o motorista do carro de escolta está desobrigado de observar à distância de segurança do veículo onde se encontra o dignitário, pois deve possuir treinamento para qualquer manobra emergencial.
- Do carro de escolta deve sempre estar à frente do veículo ocupado pelo dignitário, pois só assim poderá prever eventuais riscos e ameaças do deslocamento.
- Ea escolta deve ser dispensada quando se tratar de deslocamentos muito longos em rodovias, visando a evitar acidentes e por oferecer pouco risco a segurança do dignitário.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
A segurança de dignitários exige proteção contínua e adaptável, o que significa que a equipe de escolta deve ajustar suas táticas conforme o modo de deslocamento da autoridade, seja em veículo ou a pé, garantindo sempre a proteção.
(A) Correta: A proteção do dignitário deve ser contínua. Se a autoridade se desloca a pé, os agentes da escolta, via de regra, devem acompanhá-la para manter a segurança. O motorista permanece no veículo para garantir a prontidão para qualquer eventualidade, como uma extração rápida ou a continuação do deslocamento, otimizando o uso dos recursos da equipe.
(B) Incorreta: Esta alternativa apresenta uma regra absoluta ("nunca devem acompanhar") que não se alinha com a natureza dinâmica da segurança de dignitários. A proteção deve ser ininterrupta, e a equipe de escolta é responsável pela segurança do dignitário em todos os seus deslocamentos, inclusive a pé. A ideia de uma equipe separada para deslocamento a pé é ideal, mas não significa que a equipe de escolta veicular não possa ou não deva acompanhar. A armadilha aqui é a rigidez da afirmação "nunca devem acompanhar", que contraria o princípio da proteção contínua e adaptável.
(C) Incorreta: A distância de segurança é fundamental para a proteção e a capacidade de reação em qualquer deslocamento, especialmente em uma escolta. Desobrigar o motorista de observá-la aumentaria significativamente o risco de acidentes e comprometeria a capacidade de manobra e resposta a ameaças. O treinamento visa aprimorar a capacidade de manobra dentro dos parâmetros de segurança, não a ignorá-los.
(D) Incorreta: O posicionamento do carro de escolta varia conforme a situação e a formação tática. Ele pode estar à frente, atrás, ou flanqueando o veículo do dignitário, dependendo da ameaça, do terreno e da estratégia de segurança. Afirmar que "deve sempre estar à frente" é uma generalização incorreta e taticamente limitante.
(E) Incorreta: Deslocamentos longos em rodovias, ao contrário, podem apresentar riscos aumentados devido à velocidade, isolamento e menor capacidade de manobra em caso de emboscada. A escolta é ainda mais crucial nessas situações para garantir a segurança do dignitário e a pronta resposta a qualquer incidente.
Fonte: FCC TRF5 2017 Técnico Judiciário – Área Administrativa – Especialidade Segurança e Transporte (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.