Questão nº 31
Questão de Medicina do Trabalho · FCC TRE-PR 2017 (nº 31)
O Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho − SESMT de uma empresa metalúrgica quer saber a prevalência de perda auditiva induzida por ruído entre trabalhadores expostos ao ruído no setor de produção, para isso, o tipo de desenho mais adequado para essa pesquisa é o estudo
- Atransversal. (alternativa correta)
- Bde coorte.
- Cecológico.
- Drandomizado.
- Ecaso-controle.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
Um estudo transversal (ou seccional) é como tirar uma "fotografia" da saúde de um grupo de pessoas em um momento específico. Ele serve para descobrir a prevalência, ou seja, quantos casos de uma doença ou condição existem naquela população naquele exato momento.
A) Correta: Um estudo transversal é o tipo de pesquisa ideal para medir a prevalência de uma condição (como a perda auditiva) em uma população (trabalhadores expostos ao ruído) em um dado momento, pois ele coleta dados sobre a exposição e o desfecho simultaneamente.
B) Incorreta: Um estudo de coorte acompanha um grupo de pessoas ao longo do tempo para ver quem desenvolve a doença, sendo mais adequado para medir incidência (casos novos) e fatores de risco, não a prevalência atual. A armadilha da banca é que, em Medicina do Trabalho, muitas vezes se pensa em acompanhar trabalhadores (o que é feito em coortes), mas a questão pede especificamente a prevalência, que é uma medida pontual.
C) Incorreta: Um estudo ecológico analisa dados em nível populacional (grupos, cidades, países), não em nível individual, sendo inadequado para determinar a prevalência individual de perda auditiva em um setor específico.
D) Incorreta: Um estudo randomizado (ensaio clínico randomizado) é um estudo de intervenção onde os participantes são aleatoriamente designados a grupos (tratamento ou controle) para testar a eficácia de algo, o que não se aplica à simples medição de prevalência.
E) Incorreta: Um estudo caso-controle compara pessoas com uma doença (casos) com pessoas sem a doença (controles) para identificar fatores de risco passados, sendo útil para doenças raras e não para medir a prevalência.
Fonte: FCC TRE-PR 2017 Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Medicina do Trabalho (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.