Questão nº 63

Questão de Contabilidade Geral, Avançada e Auditoria · FCC SEFAZ-GO 2018 (nº 63)

FCC2018Auditor-Fiscal da Receita Estadual - Classe A - Padrão 1Contabilidade Geral, Avançada e Auditoria
Gabarito: Aver comentário ↓

Atenção: Com base nas informações a seguir responda as questões 63 e 64.

Em 31/12/2016, a Cia. Brasileira adquiriu, à vista, 40% das ações da Cia. Francesa. O valor pago pela aquisição foi R$ 7.000.000,00 e a Cia. Brasileira passou a ter influência significativa na administração. Na data da aquisição, o Patrimônio Líquido contábil da Cia. Francesa era R$ 10.000.000,00 e o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis era R$ 15.000.000,00, sendo esta diferença decorrente da avaliação a valor justo de um ativo intangível com vida útil indefinida que a Cia. Francesa detinha.

No período de 01/01/2017 a 31/12/2017, a Cia. Francesa apurou lucro líquido de R$ 500.000,00. Sabe-se que, em 2017, a Cia. Francesa realizou uma venda no valor de R$ 100.000,00 para a Cia. Brasileira com margem de lucro de 50% sobre as vendas, e estas mercadorias adquiridas da Cia. Francesa ainda estão no estoque da Cia. Brasileira. A alíquota de imposto de renda para a Cia. Francesa é 34% e esta distribuiu dividendos totais no valor de R$ 150.000,00.


Com base nestas informações, o valor que a Cia. Brasileira reconheceu na conta Investimentos em Coligadas, no Balanço Patrimonial individual de 31/12/2016, e o valor do ágio que foi pago na aquisição foram, respectivamente, em reais,

Este texto de apoio vale também pra questão nº 64.

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

Conceito-chave: Na aquisição de participação com influência significativa (coligada), o custo de aquisição é o valor pago (R$ 7 milhões). O ágio (mais-valia) é a diferença entre o valor pago e o valor justo da participação adquirida (40% do valor justo líquido de R$ 15 milhões = R$ 6 milhões), ou seja, R$ 1 milhão. O valor reconhecido na conta Investimentos é o custo total pago, não o valor proporcional do PL contábil.

  • (A) Correta: O investimento é registrado pelo custo de aquisição (R$ 7.000.000,00), e o ágio é a diferença entre o custo e o valor justo da participação (40% × R$ 15.000.000,00 = R$ 6.000.000,00), resultando em R$ 1.000.000,00 de ágio.
  • (B) Incorreta: Usa o PL contábil (R$ 10 milhões × 40% = R$ 4 milhões) como base do investimento, ignorando que o custo de aquisição prevalece; e o ágio de R$ 3 milhões seria a diferença entre o custo e o PL contábil, mas o correto é contra o valor justo.
  • (C) Incorreta: Registra o investimento pelo valor justo (R$ 6 milhões) em vez do custo pago (R$ 7 milhões), confundindo a base de mensuração inicial; o ágio de R$ 1 milhão está certo, mas o valor do investimento não.
  • (D) Incorreta: O investimento está certo (R$ 7 milhões), mas o ágio de R$ 3 milhões usa o PL contábil como referência (R$ 7 milhões − R$ 4 milhões), quando o correto é contra o valor justo (R$ 7 milhões − R$ 6 milhões = R$ 1 milhão).
  • (E) Incorreta: Repete o erro da letra B (usar PL contábil para o investimento) e acerta o ágio, mas como o investimento está errado, a alternativa é inválida.

Armadilha da banca: O distrator mais tentador é a letra D, pois muitos alunos calculam o ágio como a diferença entre o valor pago e o PL contábil proporcional (R$ 7 mi − R$ 4 mi = R$ 3 mi), esquecendo que o ágio (mais-valia) é calculado contra o valor justo dos ativos líquidos, não o valor contábil. A pegadinha está em confundir "ágio por rentabilidade futura" (goodwill) com "mais-valia de ativos", mas ambos são somados e a base de comparação é sempre o valor justo.

Fonte: FCC SEFAZ-GO 2018 Auditor-Fiscal da Receita Estadual - Classe A - Padrão 1 (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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