Questão nº 1
Questão de Língua Espanhola · INEP ENEM 2025 (nº 1)
¿Dónde está nuestro pan, patrón?
¿Dónde quedó todo ese dinero?
¿Lo tiene oculto bajo el colchón
o lo escondió en otro sucio agujero?
Yo tengo un Tàpies, dice Juan Luis;
yo tengo un Antonio López, dice Jaume.
¿Quién de los dos sabrá decir
cuántos muertos tiene a sus espaldas?
Na letra da canção Polvorado, ao apresentar as reflexões do eu
poético, o cantor espanhol Nacho Vegas
- Ademonstra o orgulho dos trabalhadores para com artistas de referência.
- Bcritica a postura dos patrões frente aos direitos dos trabalhadores. (alternativa correta)
- Capresenta propostas para diminuir as desigualdades sociais.
- Devidencia o diálogo horizontal entre patrão e trabalhadores.
- Equestiona a insalubridade do ambiente de trabalho.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
A crítica social é quando um texto aponta falhas ou injustiças de alguém/grupo — aqui, o eu poético cobra do patrão o destino do dinheiro e do pão, expondo a exploração e o descaso com quem trabalha. Repare no tom de denúncia: "¿Dónde está nuestro pan, patrón?" e "¿cuántos muertos tiene a sus espaldas?".
- (A) Incorreta: os artistas citados (Tàpies, Antonio López) aparecem como ostentação dos patrões, não como motivo de orgulho dos trabalhadores.
- (B) Correta: o eu poético interpela diretamente o patrón cobrando o pão e o dinheiro, e denuncia que a riqueza patronal pode ter custado vidas — é exatamente a crítica à postura dos patrões diante dos direitos de quem trabalha.
- (C) Incorreta: a canção denuncia a desigualdade, mas não propõe soluções ou medidas concretas.
- (D) Incorreta: não há diálogo horizontal; há confronto e acusação do trabalhador contra o patrão, relação assimétrica.
- (E) Incorreta: o foco é a exploração econômica e a ganância patronal, não as condições físicas/insalubres do ambiente de trabalho.
Distrator mais tentador — (E): a banca explora a associação automática "trabalho + sofrimento = insalubridade". O aluno vê "muertos" e "sucio agujero" e pensa em ambiente ruim de trabalho. Mas o texto fala de dinheiro escondido ("bajo el colchón", "otro sucio agujero") e de mortos nas costas do patrão — ou seja, exploração e lucro às custas de vidas, não condições físicas do local. A armadilha é trocar crítica social/econômica por crítica sanitária.
Fonte: INEP ENEM 2025 (Caderno Azul). Reproduzida para fins de estudo.