Questão nº 38
Questão de Comunicação Social · CESGRANRIO Transpetro PSP-RH-2018.1 (nº 38)
A empresa para qual um profissional trabalha como assessor de imprensa atua no segmento de transporte de petróleo, e um de seus navios está à deriva em alto mar.
A notícia da possível morte da tripulação chega até a imprensa, mas a direção, apesar de acreditar na possiblidade do acidente, ainda não tem informações para fornecer.
Para administrar essa situação crítica, o primeiro passo é
- Adar uma entrevista coletiva.
- Bpedir que a imprensa não publique nada.
- Ccriar um comitê de crise com poucas pessoas. (alternativa correta)
- Dconvencer um dos diretores a negar o fato.
- Esugerir uma outra pauta para a imprensa.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
Conceito-chave: Em uma crise, a primeira ação nunca é falar com a imprensa ou esconder o fato, mas sim organizar internamente a gestão da crise. O comitê de crise é um grupo pequeno e estratégico (diretores, jurídico, assessoria) que centraliza informações, define o porta-voz único e decide o que, quando e como comunicar, evitando falas contraditórias e pânico.
- (A) Incorreta: Dar entrevista coletiva sem ter informações confirmadas é um tiro no pé: você especula publicamente, gera pânico e perde a credibilidade. A coletiva só ocorre depois que o comitê define o que é seguro dizer.
- (B) Incorreta: Pedir que a imprensa não publique é ineficaz e antiético; a notícia já vazou. O papel da assessoria é gerenciar a informação, não censurá-la, e isso se faz com um comitê estruturado.
- (C) Correta: Criar um comitê de crise com poucas pessoas é o primeiro passo, pois centraliza a tomada de decisão, garante agilidade e evita que cada diretor fale algo diferente. É a base de qualquer plano de comunicação de crise.
- (D) Incorreta: Negar o fato é a pior armadilha: se a morte for confirmada depois, a empresa vira mentirosa e a crise triplica. A transparência (mesmo que parcial) é o princípio, e isso se decide no comitê.
- (E) Incorreta: Sugerir outra pauta é uma tentativa de desviar o foco que a imprensa percebe na hora, gerando desconfiança e mais insistência. A pauta é a crise; o comitê é quem define a estratégia de resposta.
A pegadinha da banca: A alternativa (A) é a mais tentadora porque parece "resolver" a pressão da imprensa, mas a banca quer que você lembre que comunicação de crise é 90% gestão interna e 10% fala pública. Sem comitê, qualquer declaração é um risco. A letra (B) também engana, pois parece "comprar tempo", mas esconder informação é o erro clássico que destrói a reputação.
Fonte: CESGRANRIO Transpetro PSP-RH-2018.1 Profissional de Comunicação Júnior - Jornalismo. Reproduzida para fins de estudo.