Questão nº 25
Questão de Atualidades · CESGRANRIO BASA 01/2013 (nº 25)
Escolhido como diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) o brasileiro Roberto Azevêdo, de 55 anos. [...] Ele assume a direção do órgão em setembro, no lugar do francês Pascal Lamy. Seu maior desafio será convencer os representantes dos governos a desistir das políticas protecionistas em prol de um pacto global do comércio [...].
Em face da OMC, vários governos têm defendido suas medidas protecionistas devido ao seguinte fator de âmbito internacional:
- Aabandono do discurso neoliberal
- Bemergência de ditaduras nacionalistas
- Cformação de blocos econômicos regionais
- Ddesdobramentos da crise econômica de 2008 (alternativa correta)
- Eapoio generalizado a medidas de austeridade fiscal
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
Conceito-chave: A OMC é o fórum global para negociar regras de comércio entre países. Quando uma crise econômica mundial (como a de 2008) gera desemprego e queda na produção, os governos tendem a adotar protecionismo (barreiras a importações para proteger a indústria local), o que trava o comércio global. O papel do diretor-geral é justamente convencer esses países a não fecharem suas economias, pois isso piora a recessão para todos.
- (A) Incorreta: O discurso neoliberal (defesa de livre mercado) não foi "abandonado" pelos governos; a crise de 2008 abalou a confiança no mercado, mas não houve um abandono formal ou generalizado dessa ideologia, e sim medidas emergenciais pontuais.
- (B) Incorreta: Não há "emergência de ditaduras nacionalistas" no cenário pós-2008; o protecionismo foi adotado por democracias e regimes diversos, sem relação com forma de governo.
- (C) Incorreta: A formação de blocos econômicos (como UE, Nafta) é uma tendência anterior e paralela à crise; blocos até facilitam acordos, mas não são a causa das medidas protecionistas que a OMC combate.
- (D) Correta: A crise de 2008 (quebra de bancos, recessão global) levou países a adotarem medidas de defesa comercial (como subsídios e tarifas) para salvar empregos locais, gerando o conflito que Azevêdo precisava mediar.
- (E) Incorreta: "Austeridade fiscal" (corte de gastos públicos) é uma política interna de ajuste, não um fator internacional que justifique barreiras comerciais; na verdade, austeridade costuma ser criticada por aprofundar a recessão, não por proteger o comércio.
Armadilha da banca: A letra C (blocos econômicos) parece tentadora porque blocos regionais criam regras próprias que podem conflitar com a OMC, mas a questão fala de "medidas protecionistas" adotadas após a crise de 2008 — e a causa histórica real foi a recessão, não a formação de blocos (que existem desde os anos 1990). A banca quer que você relacione o fato histórico (crise) com a consequência (protecionismo), e não confunda com um fenômeno estrutural mais antigo.
Fonte: CESGRANRIO BASA 01/2013 Técnico Bancário (Caderno Gabarito 1). Reproduzida para fins de estudo.