Questão nº 57
Questão de Conhecimentos Específicos - Suporte · CESGRANRIO BANESE 01/2025 (nº 57)
Códigos maliciosos podem ganhar o privilégio necessário para destruir o seu hospedeiro, mas nem sempre agem dessa forma. O poder computacional do hospedeiro pode ser útil para diversas atividades de interesse de um criminoso.
Um exemplo é o cryptojacking que usa o poder computacional do hospedeiro para
- Acriptografar os dados da vítima e posteriormente cobrar resgate para reverter o processo de cifragem dos dados.
- Bquebrar os dados criptografados que são enviados através de formulários de pagamento de web sites de e-commerce.
- Cquebrar o criptograma das credenciais de acesso do usuário e usá-las em atividades maliciosas.
- Dquebrar o tráfego de rede criptografado e publicar os dados sensíveis que foram descobertos em sites da deep Internet.
- Eminerar criptomoedas e receber o pagamento dessa atividade em uma conta particular sem o conhecimento da vítima. (alternativa correta)
Resposta comentada
Gabarito Alternativa E
Cryptojacking é a fusão de "crypto" (criptomoeda) com "hijacking" (sequestro). O criminoso sequestra o processador do seu computador para minerar criptomoedas (resolver cálculos matemáticos que geram moedas digitais) sem você perceber, usando a sua eletricidade e o seu hardware para lucrar na conta dele.
- (A) Incorreta: Isso descreve ransomware, que cifra seus arquivos e pede resgate. O cryptojacking não bloqueia dados, apenas rouba poder de processamento.
- (B) Incorreta: Quebrar dados de pagamento de e-commerce é skimming ou roubo de cartão, não tem relação com mineração nem com uso do poder computacional do hospedeiro.
- (C) Incorreta: Quebrar senhas (criptogramas de credenciais) é um ataque de força bruta ou password cracking, que visa roubar contas, não minerar moedas.
- (D) Incorreta: Quebrar tráfego de rede criptografado (como HTTPS) é um ataque man-in-the-middle ou descriptografia forçada, que busca dados sensíveis, não poder computacional.
- (E) Correta: É exatamente a definição de cryptojacking: o malware usa o CPU/GPU da vítima para minerar criptomoedas (ex.: Monero) e envia o lucro para a carteira do criminoso, sem que o usuário saiba. A "pegadinha" da banca está em você confundir "cripto" com "criptografia de dados" (alternativas A, B, C, D), mas aqui "cripto" refere-se a criptomoeda, não a cifragem.
Fonte: CESGRANRIO BANESE 01/2025 Técnico Bancário III - Suporte (Caderno Prova C). Reproduzida para fins de estudo.