Questão nº 43
Questão de Tecnologia da Informação · FGV TRF1 2024 (nº 43)
Os analistas do Time de Desenvolvimento de Software (TDS)
estão utilizando User Story (História de Usuário) do Extreme
Programming (XP) para todos os novos projetos, em substituição
aos Casos de Uso em UML.
Na escrita das User Stories, os analistas devem:
- Aconsiderar que histórias podem ser construídas em mais de uma iteração;
- Bordenar a escrita das histórias, visto que há uma dependência entre elas;
- Cdetalhar os critérios de testes a serem executados com base na história;
- Dconsiderar que uma história pode ser um ou mais cenários em um caso de uso; (alternativa correta)
- Efocar nos objetivos do usuário e em como a interação com o sistema satisfaz esses objetivos.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa D
As User Stories (Histórias de Usuário) no Extreme Programming (XP) são descrições curtas e simples de uma funcionalidade do sistema, escritas da perspectiva do usuário, focando no valor que ele obtém. Elas substituem os Casos de Uso (Use Cases) do UML, que são descrições mais detalhadas de interações entre um ator e o sistema para alcançar um objetivo.
- (A) Incorreta: Embora histórias maiores (épicos) possam ser divididas e construídas em múltiplas iterações, o ideal é que uma User Story seja pequena o suficiente para caber em uma única iteração. Esta alternativa trata mais da gestão e do planejamento da história do que da sua escrita inicial ou da relação com Casos de Uso.
- (B) Incorreta: A ordenação das histórias devido a dependências é uma prática crucial no planejamento e priorização do backlog, mas não é o foco principal da escrita das histórias em si. As histórias podem ser escritas de forma independente e suas dependências gerenciadas posteriormente.
- (C) Incorreta: Os critérios de aceitação (que guiam os testes) são uma parte fundamental de uma User Story bem escrita e são essenciais para definir "o que significa estar pronto". No entanto, Casos de Uso também possuem condições de sucesso e pós-condições que servem a um propósito similar. A armadilha aqui é que, embora seja uma boa prática para User Stories, não é a consideração mais fundamental ao substituir Casos de Uso, que são artefatos de escopo maior. A alternativa D aborda a relação de escopo entre os dois.
- (D) Correta: Um Caso de Uso descreve um objetivo completo do ator, que pode envolver múltiplos caminhos ou cenários (fluxo principal, fluxos alternativos, fluxos de exceção). Ao substituir Casos de Uso por User Stories, os analistas devem entender que uma User Story geralmente representa um desses cenários específicos ou um conjunto pequeno e coeso de cenários de um Caso de Uso. Isso permite que o Caso de Uso seja decomposto em histórias menores, mais gerenciáveis e entregáveis.
- (E) Incorreta: Focar nos objetivos do usuário e nos benefícios é a essência de uma User Story e também uma característica importante dos Casos de Uso (que são centrados no ator e seus objetivos). Portanto, embora seja verdade para User Stories, não é uma consideração específica de substituição ou mapeamento entre os dois artefatos, mas sim um princípio comum a ambos.
Fonte: FGV TRF1 2024 Analista Judiciário - Análise de Sistemas de Informação (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.