Questão nº 31

Questão de Comunicação Social · FGV TJ-MS 2024 (nº 31)

FGV2024Técnico de Nível Superior - JornalistaComunicação Social
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Ao observarmos o jornalismo contemporâneo brasileiro, é possível distinguir categorias discursivas de, pelo menos, cinco gêneros: informativo; interpretativo; opinativo; diversional; utilitário. O último, em particular, pode ser qualificado como "jornalismo de serviço" e pode ser observado de forma recorrente na imprensa diária. Para aumentar o grau de apreensão da informação assim categorizada, certo recurso de redação pode ser empregado em textos radiofônicos factuais quando o acontecimento apresenta características "de serviço".

Dessa maneira, tendo como base os manuais de redação e estilo, é recomendado:

Resposta comentada

Gabarito Alternativa A

O jornalismo utilitário (ou de serviço) no rádio é aquele que oferece informações práticas e diretas para o dia a dia do ouvinte, como dicas de saúde, trânsito, previsão do tempo ou horários. Para que o ouvinte assimile bem essas informações, que muitas vezes são números ou procedimentos, a clareza e a repetição estratégica são essenciais, já que ele não pode reler o que foi dito.

  • (A) Correta: reapresentar, de forma resumida, a informação principal no final da matéria; No rádio, a repetição é uma ferramenta poderosa para fixar a informação, especialmente a de serviço. O ouvinte pode estar distraído ou ter perdido um detalhe; ao resumir e repetir o ponto-chave no final, garante-se que a mensagem essencial seja apreendida e memorizada, aumentando o grau de utilidade da informação.
  • (B) Incorreta: utilizar recurso de redundância discursiva em classes de palavras como os adjetivos; A redundância de adjetivos (ex: "um carro grande e enorme") torna a linguagem prolixa e menos direta, o que é contraproducente para a clareza e concisão necessárias no jornalismo de serviço radiofônico.
  • (C) Incorreta: empregar técnicas de teoria matemática da informação a fim de superexpor os dados apresentados; A teoria matemática da informação lida com a eficiência da transmissão de dados, não é uma técnica de redação jornalística para o rádio. "Superexpor os dados" significa sobrecarregar o ouvinte, o que dificulta a compreensão e a apreensão da informação.
  • (D) Incorreta: inserir sonoras no formato de enquete com o objetivo de criar mecanismo associativo afetivo entre emissor e receptor; Embora enquetes possam gerar engajamento e afetividade, seu objetivo principal não é aumentar a apreensão de informações factuais e de serviço. Elas podem até desviar a atenção da informação prática que precisa ser fixada. A armadilha aqui é que soa como uma técnica de rádio válida, mas não para o propósito específico de fixar informação de serviço.
  • (E) Incorreta: redigir frases longas, na ordem indireta do discurso, para possibilitar o desenvolvimento da capacidade cognitiva e senso crítico do ouvinte. Frases longas e na ordem indireta dificultam a compreensão em qualquer meio, mas são especialmente prejudiciais no rádio, onde o ouvinte não pode "voltar" para entender. O jornalismo de serviço busca clareza e objetividade, não desafios cognitivos.

Fonte: FGV TJ-MS 2024 Técnico de Nível Superior - Jornalista (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.

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