Questão nº 8
Questão de Língua Portuguesa · FGV TJ-MS 2022 (nº 8)
“na natureza nada é perfeito e tudo é perfeito as árvores podem ser retorcidas vergadas de modos estranhos e ainda assim são belas”.
Observe esse pensamento, transcrito sem os sinais de pontuação originais e todo ele em letras minúsculas.
A forma correta de redigi-lo é:
- ANa natureza, nada é perfeito, e tudo é perfeito. As árvores podem ser retorcidas, vergadas de modos estranhos, e ainda assim são belas. (alternativa correta)
- BNa natureza nada é perfeito e tudo é perfeito! As árvores podem ser retorcidas, vergadas de modos estranhos e ainda assim são belas.
- CNa natureza, nada é perfeito e tudo é perfeito; as árvores podem ser retorcidas, vergadas de modos estranhos e ainda assim são belas.
- DNa natureza nada é perfeito e tudo é perfeito; as árvores podem ser retorcidas, vergadas de modos estranhos e ainda assim são belas.
- ENa natureza, nada é perfeito e tudo é perfeito. As árvores podem ser retorcidas, vergadas de modos estranhos, e ainda assim são belas.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa A
A pontuação serve para organizar as ideias em um texto, indicando pausas e entonação, o que facilita a compreensão da mensagem. A vírgula marca uma pausa breve, separando termos ou orações; o ponto indica o fim de uma frase e uma pausa longa; e o ponto e vírgula separa orações coordenadas que já contêm vírgulas ou que têm sentido próximo, mas são semanticamente distintas.
- (A) Correta: A vírgula após "Na natureza" está correta, pois separa um adjunto adverbial de lugar deslocado. A vírgula antes do primeiro "e" ("nada é perfeito, e tudo é perfeito") é utilizada para realçar o sentido de paradoxo ou contraste entre as duas orações, mesmo que o sujeito seja o mesmo. O ponto final separa duas orações principais distintas. A vírgula entre "retorcidas" e "vergadas" separa termos de mesma função sintática (adjetivos). Por fim, a vírgula antes do segundo "e" ("de modos estranhos, e ainda assim são belas") é obrigatória, pois a conjunção "e" assume valor adversativo ("e ainda assim" = "mas ainda assim"), indicando uma oposição ou ressalva.
- (B) Incorreta: Não há vírgula após "Na natureza" (adjunto adverbial deslocado) e o ponto de exclamação altera o sentido declarativo da frase.
- (C) Incorreta: Não há vírgula antes do primeiro "e" ("nada é perfeito e tudo é perfeito") para marcar o paradoxo, e o ponto e vírgula, embora possível, é menos indicado que o ponto final para separar ideias tão distintas. Não há vírgula antes do segundo "e" com valor adversativo.
- (D) Incorreta: Não há vírgula após "Na natureza" (adjunto adverbial deslocado) e não há vírgula antes do segundo "e" com valor adversativo.
- (E) Incorreta: Esta é a alternativa mais tentadora. A armadilha da banca reside na omissão de duas vírgulas importantes. Não há vírgula antes do primeiro "e" ("nada é perfeito e tudo é perfeito"), que é recomendada para enfatizar o paradoxo entre as orações. Mais crucialmente, não há vírgula antes do segundo "e" ("de modos estranhos e ainda assim são belas"). Quando a conjunção "e" tem valor adversativo (como em "e ainda assim", que significa "mas ainda assim" ou "apesar disso"), a vírgula antes dela é obrigatória para indicar essa quebra de sentido.
Fonte: FGV TJ-MS 2022 Analista Judiciário - Área Fim (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.