Questão nº 29
Questão de Tecnologia da Informação · FGV TCE-SP 2023 (nº 29)
Wallace, servidor público no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE SP), está implementando um sistema de controle de acesso baseado em políticas. No Linux, o módulo que faz essa implementação é o SELinux. Wallace está atribuindo rótulos de segurança a cada processo e recursos do sistema. Após a aplicação das diretrizes de segurança, Wallace elaborou um relatório com o conteúdo das políticas implementadas e com seus benefícios para a segurança do sistema operacional. Dentre os benefícios, tem-se que:
- Areduz o risco de comprometimento do sistema por meio de ataques de escalonamento de privilégios, que exploram vulnerabilidades nos processos para obter acesso a recursos públicos;
- Bmantém os processos no mesmo domínio, limitando o impacto de uma invasão ou falha em um processo específico;
- Cimpede a execução de código malicioso ou não autorizado no sistema, como rootkits, backdoors ou scripts; (alternativa correta)
- Dfoi configurado para trabalhar em modo Permissive, analisando e aplicando as regras vindas do servidor;
- Eisola a auditoria e a conformidade do sistema, registrando as tentativas de violação das regras do SELinux.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa C
O SELinux (Security-Enhanced Linux) é um módulo de segurança do kernel Linux que implementa o Controle de Acesso Obrigatório (MAC), ou seja, ele define regras rígidas sobre o que cada programa (processo) pode fazer com os recursos do sistema (arquivos, portas de rede, outros processos), independentemente das permissões tradicionais do Linux.
- (A) Incorreta: Embora o SELinux ajude a mitigar ataques de escalonamento de privilégios ao confinar processos, a frase "obter acesso a recursos públicos" é imprecisa, pois a escalada visa recursos restritos ou privados. Além disso, a alternativa C descreve um benefício mais direto e abrangente da capacidade preventiva do SELinux.
- (B) Incorreta: Esta alternativa está fundamentalmente errada. O SELinux, na verdade, separa os processos em diferentes domínios de segurança, cada um com suas próprias permissões específicas, para limitar o impacto de uma falha. Manter processos no "mesmo domínio" enfraqueceria a segurança.
- (C) Correta: O SELinux, ao impor políticas rigorosas sobre quais arquivos um processo pode ler, escrever ou executar, impede que um processo comprometido (ou um usuário mal-intencionado) execute código não autorizado, como rootkits (que modificam binários do sistema), backdoors ou scripts maliciosos, pois o domínio de segurança do processo não terá permissão para tal execução.
- (D) Incorreta: O modo Permissive (permissivo) do SELinux registra as violações de política, mas não as aplica (não bloqueia as ações). Ele é usado para depuração e desenvolvimento de políticas, não para proteção ativa em um sistema em produção. Um sistema seguro usa o modo Enforcing (imposição).
- (E) Incorreta: O SELinux, de fato, oferece auditoria robusta, registrando tentativas de violação. No entanto, "isolar a auditoria e a conformidade" não é o principal benefício, nem a forma como ele opera. A auditoria é uma consequência e um recurso importante, mas o benefício primário é a prevenção de ações não autorizadas, que a alternativa C aborda diretamente.
Fonte: FGV TCE-SP 2023 Agente da Fiscalização - TI (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.