Questão nº 9
Questão de Língua Portuguesa · FGV PC-SC 2024 (nº 9)
As frases a seguir mostram a modificação de uma forma reduzida para uma forma de oração desenvolvida; assinale a opção em que essa modificação foi feita de forma adequada.
- AHá boas razões para proteger a Terra. / Há boas razões para que protegêssemos a Terra.
- BQuando um homem não observa a natureza, sempre crê poder melhorá-la. / Quando um homem não observa a natureza, sempre crê que possa melhorá-la. (alternativa correta)
- CÉ impossível ensinar um gato a não pegar passarinhos. / É impossível ensinar um gato a que não pegasse passarinhos.
- DSirvo-me de animais para instruir os homens. / Sirvo-me de animais para a instrução dos homens.
- EA natureza não nos permitiu conhecer o limite das coisas. / A natureza não nos permitiu que conheçamos o limite das coisas.
Resposta comentada
Gabarito Alternativa B
Orações reduzidas são aquelas que não usam conectivos (como "que", "quando", "se") e têm o verbo em uma forma nominal (infinitivo, gerúndio ou particípio). Já as orações desenvolvidas usam esses conectivos e o verbo é conjugado em um tempo e modo verbal específico. A transformação entre elas deve manter o sentido e a correção gramatical.
(A) Incorreta: A oração desenvolvida "para que protegêssemos" usa o pretérito imperfeito do subjuntivo, que não se harmoniza com o sentido de propósito geral ou futuro da oração reduzida "para proteger" e com o verbo principal "Há" (presente). O correto seria "para que protejamos" (presente do subjuntivo). A armadilha é a escolha de um tempo verbal inadequado para a oração desenvolvida, que não mantém a coerência temporal e de sentido com a oração principal e a reduzida original.
(B) Correta: A oração reduzida "crê poder melhorá-la" (subordinada substantiva objetiva direta) é corretamente desenvolvida para "crê que possa melhorá-la". O verbo "crer" (no presente) permite o uso do presente do subjuntivo ("possa") na oração subordinada para expressar a possibilidade ou crença, mantendo o sentido original de potencialidade.
(C) Incorreta: A oração desenvolvida "a que não pegasse" usa o pretérito imperfeito do subjuntivo ("pegasse"), que não corresponde ao sentido geral e atemporal da oração reduzida "a não pegar". O correto seria "a que não pegue" (presente do subjuntivo).
(D) Incorreta: A transformação de "para instruir os homens" (oração reduzida de infinitivo com valor de finalidade) para "para a instrução dos homens" não resulta em uma oração desenvolvida. A segunda forma é uma locução prepositiva com um substantivo (expressão nominal), e não uma oração (que exige um verbo conjugado).
(E) Incorreta: A oração desenvolvida "que conheçamos" (presente do subjuntivo) não estabelece a concordância verbal adequada com o verbo principal "permitiu" (pretérito perfeito do indicativo). O correto, para manter a coerência temporal, seria "que conhecêssemos" (pretérito imperfeito do subjuntivo).
Fonte: FGV PC-SC 2024 Psicólogo Policial Civil (Caderno Tipo 1). Reproduzida para fins de estudo.